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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Empreendedor Individual - Perguntas e Respostas

Fonte: Agência Sebrae

1) O QUE É?

Pessoa física que trabalhe por conta própria de forma individual e se dedique as atividades de comércio, indústria ou serviços e fature até 36 mil reais por ano, sendo permitido ter até 1 empregado que receba o salário mínimo. Exemplos: mecânicos, feirantes, artesãos, eletricistas, bombeiros, doceiras, pipoqueiros, costureiras etc.

Estão fora deste conceito, conforme a Lei Complementar 128/08, as profissões regulamentadas como advogados, médicos, engenheiros etc.

2) COMO E ONDE POSSO ME FORMALIZAR?

A formalização é feita pela Internet no endereço www.portaldoempreendedor.gov.br. Há um considerável número de empresas contábeis espalhadas pelo Brasil que irão realizar esse trabalho de graça. Para saber quem são essas empresas consulte a relação constante do endereço na Internet. Lembre-se de que toda atividade a ser exercida, mesmo na residência, necessita de autorização prévia da Prefeitura que nesse caso será também de graça. O SEBRAE é outro parceiro que oferecerá orientação de graça sobre a formalização.

3) QUANTO TEMPO DEMORA PARA ME FORMALIZAR?

Como a formalização é feita pela Internet, o CNPJ e o número de inscrição na Junta Comercial são obtidos imediatamente, gerando um documento que deve ser impresso, assinado e encaminhado à Junta Comercial acompanhado de cópia da Identidade e do CPF. Lembre-se, também, de que é necessário ter autorização prévia da Prefeitura para desenvolver o seu negócio, seja ele qual for.

3 A) POSSO ME FORMALIZAR A QUALQUER TEMPO?

Para o empreendedor que está obtendo o CNPJ a partir de primeiro de julho de 2009, a opção será simultânea e vale para o ano todo de forma irretratável. No caso de empreendedores que já possuem CNPJ a opção somente poderá ser feita durante o mês de janeiro de cada ano.

4) QUAL O CUSTO DA FORMALIZAÇÃO?

O ato de formalização está isento de todas as tarifas. Para a formalização e para a primeira declaração anual existe uma rede de empresas de contabilidade que são optantes pelo SIMPLES NACIONAL que irão realizar essas tarefas sem cobrar nada no primeiro ano. Após a formalização o empreendedor terá o seguinte custo:

Para a Previdência ? R$ 51,15 por mês (representa 11% do salário mínimo que é reajustado no início de cada ano);
Para o Estado ? R$ 1,00 fixo por mês se a atividade for comércio ou indústria;
Para o Município ? R$ 5,00 fixos por mês se a atividade for prestação de serviço.

5) COMO FAÇO O PAGAMENTO DESSES VALORES?

Através de um documento chamado DAS que é gerado pela Internet no endereço www.portaldodempreendedor.gov.br. Esse documento pode ser gerado por qualquer pessoa em qualquer computador ligado à Internet. É possível gerar, de uma só vez, os DAS do ano inteiro e ir pagando mês a mês. O pagamento será feito na rede bancária e casas lotéricas, até o dia 20 de cada mês.

6) QUAL SERÁ O PROCEDIMENTO EM CASO DE ATRASO NO PAGAMENTO?

Caso haja esquecido o pagamento na data certa haverá cobrança de juros e multa. A multa será de 0,33% por dia de atraso limitado a 20% e os juros serão calculados com base na taxa SELIC, sendo que para o primeiro mês de atraso os juros serão de 1%. Após o vencimento deverá ser gerado novo DAS, acessando-se novamente o endereço www.portaldoempreendedor.gov.br. A emissão do novo DAS já conterá os valores da multa e dos juros, sem precisar fazer caçulos por fora.

7) COMO FAREI SE QUISER TER DIREITO A APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO?

Nesse caso deverá complementar o pagamento em favor do INSS à alíquota complementar de 9%, calculada sobre o salário-mínimo. O pagamento deverá ser feito em GPS, com o código de pagamento 1295, na rede bancária, até o dia 15 do mês seguinte a que se referir o pagamento ou no primeiro dia útil subseqüente se o dia 15 for feriado.

Exemplo: Com o valor atual do salário- mínimo a conta será a seguinte:

R$ 465,,00 x 9% = R$ 41,85. Esse valor deverá ser recolhido em GPS com o código de pagamento ?1295?. Com esse pagamento, o valor correspondente ao salário-mínimo (atualmente R$ 465,00) passa a contar para todos os efeitos para o cálculo de qualquer benefício previdenciário, inclusive aposentadoria por tempo de contribuição.

Caso o trabalhador já recolha carnê mensal pelo exercício de outra atividade, poderá continuar a fazê-lo, sob os códigos normais.
Exemplo: o trabalhador já recolhe carnê mensal sobre o valor de R$ 600,00, à alíquota de 20%, representando R$ 120,00, em GPS, com o código 1007.

Caso recolha o DAS, efetue a contribuição complementar de 9% (código 1295) e mantenha a contribuição que vinha fazendo (código 1007), seu salário-de-contribuição para fins de benefício passará a ser de R$ 1.065,00 ? resultado da soma de R$ 465,00 com R$ 600,00.

Pode haver ainda trabalhador que, além de empreendedor individual, tenha vínculo de trabalho com outra empresa, como empregado ou autônomo.
Nesse caso, a remuneração que receber da empresa contará para todos os efeitos para os benefícios previdenciários ? essas informações provêm da GFIP, preenchida pela empresa.

Da mesma forma, se esse trabalhador quiser que o valor recolhido em DAS passe a contar para todos os benefícios, deverá recolher a GPS com código de pagamento 1295, mensalmente, com valor correspondente a 9% do salário-mínimo.

8) QUE OUTRAS OBRIGAÇÕES TEREI JUNTO A RECEITA FEDERAL, SECRETARIA DA FAZENDA DO ESTADO E SECRETARIA DE FINANÇAS DO MUNICÍPIO?

Anualmente deverá fazer uma Declaração do faturamento, também pela Internet e nada mais. Essa declaração deverá ser feita até o último dia do mês de Janeiro de cada ano.

9) PARA O AMBULANTE QUE TRABALHA NA RUA COMO VAI FUNCIONAR O SISTEMA?

O ambulante ou quem trabalha em lugar fixo deverá ter autorização da Prefeitura com relação ao tipo de atividade e ao local onde irá trabalhar. A obtenção do CNPJ e a inscrição da Junta Comercial não substituem as normas de ocupação dos Municípios que devem ser observadas e obedecidas.

10) PRECISO TER CONTABILIDADE?

A contabilidade formal como livro diário e razão está dispensada. Não é preciso também ter Livro Caixa. Contudo, o empreendedor deve zelar pela sua atividade e manter um mínimo de controle em relação ao que compra, ao que vende e quanto está ganhando. Essa organização mínima permite gerenciar melhor o negócio e a própria vida, além de ser importante para crescer e se desenvolver. O empreendedor deverá registrar, mensalmente, em formulário simplificado, o total das suas receitas. Deverá manter em seu poder, da mesma forma, as notas fiscais de compras de produtos e de serviços.

11) QUAIS OS BENEFÍCIOS DA FORMALIZAÇÃO?

A) Cobertura Previdenciária para o Empreendedor e sua família, traduzida nos seguintes benefícios.

Para o Empreendedor:
1- Aposentadoria por idade ? mulher aos 60 anos e homem aos 65. É necessário contribuir durante 15 anos pelo menos e a renda é de um salário mínimo;
2- Aposentadoria por invalidez ? é necessário 1 ano de contribuição;
3- Auxílio doença ? é necessário 1 ano de contribuição;
4- Salário maternidade (mulher) ? são necessários 10 meses de contribuição;
5- Auxílio acidente ? a partir do primeiro pagamento.

Para a família:
1- Pensão por morte ? a partir do primeiro pagamento;
2- Auxílio reclusão ? a partir do primeiro pagamento.

B) Acesso a serviços bancários, incluindo crédito.

C) Apoio técnico do SEBRAE sobre a atividade exercida;

D) Possibilidade de crescimento em um ambiente seguro;

E) Desempenhar a atividade de forma legal, sabendo que não sofrerá ações do Estado;

F) Formalização simplificada e sem maiores burocracias;

G) Baixo custo da formalização em valores mensais fixos

H) Simplificação no processo de baixa e ausência de pagamento de taxas.

12) POSSO CONTRATAR ALGUÉM PARA ME AJUDAR?

A lei prevê a possibilidade da contratação de até um empregado com remuneração de um salário mínimo ou piso da categoria.

13) QUAL O CUSTO PARA CONTRATAÇÃO DE UM EMPREGADO?

O custo previdenciário, recolhido em GPS, é de R$ 51,15, sendo R$ 13,95 de responsabilidade do empregador e R$ 37,20 descontado de empregado. Esses valores se alteram caso o salário seja superior ao salário-mínimo e até o piso da categoria profissional. O cálculo será sempre o salário multiplicado por 3% (parte do empregador) e por 8% (parte do empregado).

Em qualquer caso é preciso fazer a Guia do FGTS e Informação à Previdência ? GFIP que é entregue até o dia 7 do mês seguinte ao pagamento do salário através de um sistema chamado conectividade social da Caixa Econômica Federal.

Ao preencher e entregar a GFIP, deverá ser depositado o FGTS do empregado, calculado à base de 8% sobre o seu salário. Todas essas contas são feitas automaticamente pelo sistema GFIP, que deve ser baixado do site da Internet da Receita Federal, no endereço www.receita.fazenda.gov.br na parte de Download. Em resumo, o custo total do empregado para o Empreendedor individual é 11% do respectivo salário, ou R$ 51,15 se o empregado ganhar o salário mínimo.

14) O QUE ACONTECERÁ SE MEU FATURAMENTO NO ANO FOR SUPERIOR A R$ 36.000,00?

Nesse caso temos duas situações.
A Primeira ? o faturamento foi maior que 36.000,00, porém não ultrapassou R$ 43.200,00. Nesse caso o seu empreendimento é incluído no sistema do SIMPLES NACIONAL a partir de janeiro do ano seguinte ao ano em que o faturamento excedeu os R$ 36.000,00. A partir daí o seu pagamento passará a ser de um percentual do faturamento por mês, que varia de 4% a 17,42%, dependendo do tipo de negócio e do montante do faturamento. O valor do excesso deverá ser acrescentado ao faturamento do mês de janeiro e os tributos serão pagos juntamente com o DAS referente àquele mês.
A Segunda ? o faturamento foi superior a R$ 43.200,00. Nesse caso o enquadramento no SIMPLES NACIONAL é retroativo e o recolhimento sobre o faturamento, conforme explicado na Primeira Situação passa a ser feito no mesmo ano em que ocorreu o excesso no faturamento, COM acréscimos de juros e multa.
Por isso, recomenda-se que o empreendedor, ao perceber que seu faturamento no ano será maior que R$ 43.200,00, inicie imediatamente o cálculo e o pagamento dos tributos acessando diretamente o Portal do SIMPLES NACIONAL, no endereço www.receita.fazenda.gov.br.

15 ) Posso trabalhar para outras empresas?

O empreendedor individual não poderá realizar cessão ou locação de mão-de-obra. Isso significa que o benefício fiscal criado pela LC 128/2008 é destinado ao empreendedor, e não à empresa que o contrata.

Significa, também, que não há intenção de fragilizar as relações de trabalho, não devendo o instituto ser utilizado por empresas para a transformação em empreendedor individual de pessoas físicas que lhes prestam serviços.

16) COMO FAREI SE QUISER CANCELAR MEU CNPJ E MINHA INSCRIÇÃO?

O procedimento também é simples e realizado no mesmo endereço da Internet onde foi feita a inscrição (www.portaldoempreendedor.gov.br), sem qualquer pagamento de taxas.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Empreendedor Individual não precisa declarar IR como pessoa física

Fonte: Agência Sebrae

O Empreendedor Individual não precisará apresentar a declaração de Imposto de Renda como pessoa física. Mas isso apenas se estiver dentro do limite de isenção para declaração do Imposto, que é de R$ 1,6 mil. Ainda neste mês de junho, a Receita Federal do Brasil deverá publicar uma Instrução Normativa sobre essa questão, segundo informou o secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago.

Criado pela Lei Complementar 128 de 2008, o Empreendedor Individual, como vem sendo chamado o Microempreendedor Individual, entra em vigor dia 1º de julho. Esse dispositivo facilita a formalização de empreendedores como costureiras, manicures, vendedores de pipoca e artesãos, que tenham receita bruta anual de até R$ 36 mil por ano, o que equivale a R$ 3 mil por mês.

Quem aderir fica isento de quase todos os tributos, pagando apenas 11% de INSS e R$ 1 de ICMS, se for do setor da indústria ou do comércio; ou R$ 5 se for do setor de serviços. Entre os benefícios, a nova figura jurídica garante aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, além de ter o processo de inscrição gratuito e simplificado. Segundo Silas Santiago, a não exigência da apresentação da declaração como pessoa física para aqueles que estiverem dentro do limite de isenção também é um tratamento diferenciado em relação aos empresários de forma geral.

“Hoje qualquer empresário tem que apresentar a declaração de Imposto de Renda, também como pessoa física. O empreendedor Individual ficará isento dessa apresentação, apenas pelo fato de ser esse tipo de empreendedor”, disse. Silas alertou, porém, que ele terá que apresentar a declaração, “se a transferência de receita tributável da pessoa jurídica Empreendedor Individual para a pessoa física ultrapassar o limite de isenção, inclusive somando demais rendimentos que possa ter”.

A sua avaliação é de que, pelo próprio perfil desse público, a medida beneficiará a maioria dos empreendedores individuais. “Pelo menos 90% dos casos devem estar na faixa de isenção”, acredita. Para o secretário, a não obrigatoriedade da declaração significa uma exigência a menos e um incentivo a mais à formalização. “Quantas dessas pessoas, hoje, declaram Imposto de Renda? Se estabelecer outra obrigação, ela não se formaliza”, defende.

De acordo com a Lei Complementar 128/08, os escritórios de serviços contábeis integrantes do Simples Nacional e que recolham tributos por meio da tabela 3 do Sistema farão, gratuitamente, a inscrição e a primeira declaração anual de rendimento dos empreendedores individuais.

Conforme o presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), Valdir Pietrobon, a falta de uma definição oficial sobre a declaração de IR por esses empreendedores como pessoa física era uma preocupação da entidade. "Queríamos que isso estivesse escrito, para poder orientar os empreendedores individuais sobre o assunto. A Instrução Normativa da Receita facilitará esse trabalho", explicou.

Governo autoriza Fundo Garantidor para micro e pequenas empresas

Fonte: Agência Sebrae

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou Medida Provisória nº 464, de 9 de junho de 2009, que cria Fundo Garantidor de R$ 4 bilhões para viabilizar e ampliar a concessão de crédito para micro e pequena empresa. O texto da MP foi divulgado nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial da União. A MP libera também R$ 1,95 bilhão para estados e municípios como compensação pela isenção de ICMS das exportações, prevista na Lei Kandir.

A criação do fundo faz parte do rol de medidas que vêm sendo tomadas pelo governo para sustentar a atividade econômica, minimizando assim os impactos da crise financeira internacional sobre os níveis de emprego e renda. A medida reforça a agenda de desenvolvimento nacional com foco no segmento. A avaliação é do diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.

“Certamente esse novo fundo vai aumentar os resultados no que se refere ao acesso ao crédito, já demonstrados pelo Funproger, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, e do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, este viabilizado com recursos orçamentários do Sebrae”, explicou. O Funproger é o Fundo de Aval para a Geração de Emprego e Renda.

Para o diretor, o problema de acesso ao crédito relacionado à falta de garantias é um fato. E são sempre bem-vindas alternativas que permitam o crédito em prol da competitividade das pequenas empresas fluir sem tantos gargalos. “Nós, do Sebrae, temos destacado sempre que com ou sem crise, o problema é de acesso e não de falta de linhas de financiamento. Os recursos estão disponíveis para empréstimos nos bancos públicos e privados."

Com a medida, a União fica autorizada a participar até o limite de R$ 4 bilhões em fundos que garantam diretamente o risco em operações de crédito aos Empreendedores Individuais, às microempresas e empresas de pequeno e médio porte (nos limites definidos no estatuto dos fundos). Também entram na medida os autônomos, na aquisição de bens de capital, estipulados pelo fundo. O Empreendedor Individual é uma nova figura jurídica criada pela Lei Complementar 128/08 e que entrará em vigor em 1º de julho próximo.

Saiba mais

A garantia indireta do risco de crédito será coberta por fundos ou sociedades de garantia de crédito e pela aquisição de cotas de outros fundos garantidores ou de fundos de investimentos em direitos creditórios.

A integralização de cotas pela União será autorizada por decretos e poderão ser realizadas, a critério do Ministro da Fazenda, de quatro formas: em dinheiro, em títulos públicos, por meio de ações de sociedades que tenham participação minoritária ou por meio de ações de sociedades de economia mistas federais excedentes ao necessário para a manutenção do seu controle acionário.

O fundo será administrado por instituição financeira controlada, direta ou indiretamente pela União. Esses fundos serão privados e terão um patrimônio próprio separado da instituição administradora e, por isso, estarão sujeitos a regras próprias.

Dessa forma, o fundo será formado a partir de integralização de cotas, por comissões, pelo resultado das aplicações financeiras dos seus recursos, pela recuperação de crédito de operações honradas com recursos por ele providos e por outras fontes definidas em estatuto.

Além disso, os fundos deverão receber comissão pecuniária, com a finalidade de remunerar o risco assumido do agente financeiro concedente do crédito, que poderá exigi-la do tomador, a cada operação garantida diretamente, e do fundo ou sociedade de garantia de crédito.

Os limites máximos de garantia prestada pelo fundo não poderão exceder a 80% do valor de cada operação garantida e os limites máximos de cobertura de inadimplência, por agente financeiro, que poderão ser diferenciados por conjuntos de operações de diferentes modalidades de aplicação, portes de empresa e períodos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Empresas poderão agendar opção pelo Simples Nacional

Fonte: Agência Sebrae

As micro e pequenas empresas poderão agendar a opção pelo Simples Nacional até dois meses antes da abertura do prazo, que ocorre sempre em janeiro de cada ano. O agendamento já começará em novembro e dezembro de 2009. A informação é do secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago. A previsão é que neste mês de julho o Comitê delibere sobre esse assunto.

Na prática, as empresas ganharão três meses para entrar no Simples Nacional. Isso porque, conforme Silas Santiago, os empreendimentos que fizerem o agendamento e não tiverem pendências, a partir de 1º de janeiro estarão automaticamente no Sistema, sem precisar repetir o procedimento. Quem fizer o agendamento, mas tiver pendências, terá todo esse tempo para resolvê-las.

“Como não se pode antecipar o período de opção, porque a lei fixa o prazo em janeiro, optou-se pelo agendamento”, disse Silas Santiago. O objetivo, explicou, é dar mais tempo para que as empresas ou seus contadores resolvam possíveis pendências, além de desafogar as administrações tributárias, não concentrando todo o trabalho nesse mês, “normalmente tumultuado em termos de contabilidade”, lembra o secretário-executivo.

Mais mudança

Essa é uma das mudanças que estão sendo trabalhadas pelo Comitê. Outra diz respeito à informação das adesões. Conforme Silas Santiago, a partir de janeiro de 2010, as empresas que decidirem entrar no Sistema não precisarão mais esperar até fevereiro para saber se a sua opção foi aceita ou não. “Para isso haverá processamentos parciais semanais, todo sábado, para que as empresas que não tiverem pendências ou mesmo que forem resolvendo suas pendências, saibam logo se pedido foi aceito ou não”, explicou.

Obrigações acessórias

De acordo com Silas Santiago, ainda este ano o Comitê também deverá alterar totalmente a Resolução nº 10, que trata de obrigações acessórias, reduzindo a lista dessas obrigações que são exigidas pelas administrações tributárias para o funcionamento das micro e pequenas empresas. A mudança, explicou, terá por base pesquisa sobre essas exigências. O levantamento está sendo feito com apoio da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon).

terça-feira, 2 de junho de 2009

Abertas as inscrições para premiar mulheres de negócios

Fonte: Agência Sebrae

Mulheres empreendedoras, empresárias e protagonistas de histórias exemplares são o alvo do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. A premiação está na sexta edição e é uma realização do Sebrae em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (BPW) e Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

Interessadas em concorrer ao Prêmio Mulher de Negócios 2009 têm até o dia 14 de agosto para inscrever suas histórias, que devem relatar os sonhos que se transformaram em realidade, após muita garra, trabalho, profissionalismo e determinação. Os empreendimentos relacionados com as histórias mais bem avaliadas deverão apresentar documentos que comprovem sua regularidade fiscal e estatutária durante a etapa em que ocorrerá visita da equipe técnica do Sebrae local.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet nos sites www.sebrae.com.br ou www.mulherdenegocios.sebrae.com.br. Também é possível se inscrever por meio do preenchimento de ficha, que acompanha o regulamento, no anexo I, disponível em todas as unidades estaduais do Sebrae. As inscrições realizadas via internet serão aceitas até às 23h59 do dia 14 de agosto; as inscrições feitas em fichas devem ser postadas nos Correios até o dia 14 de agosto.

“Com essa premiação, pretendemos reconhecer e demonstrar ao público que essas mulheres, por meio da realização de seus sonhos, conseguem gerar emprego e renda e contribuir com 50% da atividade econômica brasileira, segundo a pesquisa GEM”, afirma Maria del Carmen Stepanenko, gestora do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios no Sebrae Nacional. A valorização do empreendedorismo feminino é um exemplo para que outras mulheres passem a acreditar em seu próprio potencial, segundo a gestora.

O número de inscrições vem crescendo a cada edição do Prêmio: 700 mulheres inscritas em 2004; 1,4 mil em 2005; 1,7 mil em 2006; 2.187 em 2007; e 2.667 em 2008. A expectativa é de que o total de inscrições aumente em torno de 10% em relação ao ano passado, segundo Maria del Carmen.

O prêmio é divido em duas categorias: 'Pequenos Negócios', para proprietárias de empresas de pequeno porte, estabelecidas formalmente, no mínimo, há um ano; e 'Negócios Coletivos', para integrantes de grupos de produção formal, que podem ser cooperativas e associações de pequenos negócios produtivos, geradores de trabalho e renda, desde que sejam estabelecidos dentro da formalidade há, pelo menos, um ano.

O faturamento anual das empresas das candidatas da primeira categoria não poderá ultrapassar R$ 2,4 milhões, segundo o Estatuto Nacional das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, mais conhecimento como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

A restrição na segunda categoria (Negócios Coletivos) é em relação à participação de organizações não-governamentais (ONG), sindicatos, associações filantrópicas e outros, com caráter semelhante, segundo o regulamento da premiação. É vedada a participação de empresas cujas proprietárias ou sócias sejam empregadas ou prestadoras de serviço das entidades promotoras do prêmio.

Etapas e troféus

Três etapas compõem a premiação: estadual, regional e nacional. Na etapa nacional o número de finalistas pode chegar até o máximo de 20: dez histórias, duas de cada uma das cinco regiões do País, uma na categoria 'Pequenos Negócios' e outra em 'Negócios Coletivos', serão consideradas as vice ganhadoras nas suas regiões e receberão troféu bronze.

As dez histórias mais bem avaliadas (duas de cada região), dividas nas duas categorias, serão as vencedoras nas suas regiões e serão agraciadas com troféu prata. Entre as dez ganhadoras regionais, serão escolhidas as duas melhores histórias, sem considerar a região, uma em cada categoria. As duas vencedoras nacionais ganharão o troféu ouro.

As dez ganhadoras regionais também ganharão uma viagem para capacitação em território nacional. Já as duas vencedoras nacionais receberão ainda, como prêmio, uma capacitação em território nacional e uma viagem internacional a um centro de referência em empreendedorismo a ser escolhido pela coordenação do Prêmio Mulher de Negócios.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ex-dekassegui oferece serviço de limpeza com diferenciais

Fonte: Agência Sebrae

Álvaro Oshiro é um ex-dekassegui. Em 1990, viajou ao Japão para trabalhar na indústria. Atuou em vários setores como de automóveis e de telefonia celular e economizou dinheiro para um dia voltar e investir em sua terra natal. “Aprendi muito no Japão, principalmente sobre os sistemas organizacionais das empresas daquele país”, relata.

Depois de 14 anos no País do Sol Nascente, Oshiro resolveu regressar ao Brasil. Instalou-se em Campo Grande e criou a Maruzen, empresa que presta serviços de limpeza, segundo ele, com diferenciais que atendem às peculiaridades do cliente. O caso de Álvaro Oshiro faz parte do Faça Diferente, série de programas de rádio que o Sebrae produz para emissoras do Brasil inteiro sobre o tema inovação. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira e é transmitido por 850 emissoras. Nesta terça (26), será transmitida a experiência de sucesso do criador da Maruzen.

Álvaro conta que, ao contrário de muitos concorrentes, a Maruzen buscou a modernização na prestação de serviços de limpeza. “Muitos atendem empresas da mesma forma que uma residência”, critica. “Nós utilizamos diversas soluções em equipamentos e produtos, com enfoque nas características de cada cliente. Se o piso dele tem cerâmica ou carpete exigirá soluções específicas”, explica.

Segundo Oshiro sua empresa inova ao prestar um atendimento com diferenciais. Na opinião do empresário, “o mercado muda com extrema velocidade e os clientes se tornam cada vez mais exigentes”.

O proprietário da Maruzen acredita que, além de inovar, capacitar-se representa um aspecto fundamental para quem deseja manter um negócio. Ele revela que investe bastante na formação de seus funcionários.

No que se refere à capacitação, Álvaro Oshiro cita o Sebrae como importante referência. Ele freqüentou diversos cursos e palestras da Instituição, como o ‘Nascer Bem’ e o seminário Empretec, que trabalha os comportamentos empreendedores. “Quem utiliza todos os comportamentos de que o Empretec nos fala se prepara bem para o mercado”, afirma.

Metodologia desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Empretec é realizado no Brasil desde 1993 pelo Sebrae. O seminário enfoca características empreendedoras como a capacidade de tomar decisões sob pressão e de correr riscos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Inscrições para Desafio Sebrae 2009 vão até esta quarta (13)

Faltam dois dias para o fim das inscrições para o Desafio Sebrae 2009. O prazo prossegue até a meia-noite desta quarta-feira (13) e são feitas pela internet no endereço: http://www.desafio.sebrae.com.br. Mais de 70 mil estudantes já se inscreveram para participar do jogo que leva o empreendedorismo ao jovem por meio da gestão de uma empresa virtual.

Para participar, deve ser montada uma equipe com no mínimo três e no máximo cinco alunos de qualquer curso universitário. Este ano, os estudantes irão administrar virtualmente uma fábrica de brinquedos artesanais por meio do software desenvolvido pelo Sebrae em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).

Depois de se inscrever, as equipes baixam o jogo pela internet (procedimento adotado a partir deste ano, até então era enviado em CD) e montam a empresa: escolhem o nome, localização, contratam funcionários, fazem o orçamento.

Em seguida, a Coppe começa a enviar os problemas para as equipes (pode ser a qualquer hora: em dias úteis, fins de semana ou feriados). Os integrantes das equipes se reúnem, discutem o problema e elaboram uma solução, que é enviada de volta à universidade. Para cada problema há uma espécie de gabarito, que são as decisões empresariais esperadas pelos coordenadores que formularam os problemas. Quanto mais as decisões das equipes se aproximarem do gabarito, mais pontos a empresa receberá.

O desafio é dividido em cinco fases. As três primeiras são virtuais, em que as equipes jogam via internet e competem em seu próprio estado, divididas em chaves. As duas últimas fases, a semifinal nacional e a final nacional serão realizadas em Brasília, em comemoração aos 10 Anos do Desafio Sebrae.

Os prêmios para os vencedores estaduais são cursos no Sebrae, laptops e viagens. Já a equipe campeã nacional ganha uma viagem de dez dias para conhecer centros empreendedores na Europa. Além do Brasil, mais sete países sul-americanos promovem suas edições do Desafio Sebrae: Argentina, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Chile e Uruguai. Este ano, mais dois países farão parte do grupo.

Novidades

O Desafio Sebrae 2009 vem com uma série de novidades. A começar pelo ambiente virtual com imagens realistas e do ponto de vista do jogador. Para administrar a fábrica de brinquedos artesanais, os participantes vão dispor de sete áreas: Recepção, Desenvolvimento de Produtos, Gestão de Produção, Recursos Humanos, Design, Sala de Reunião da Diretoria e Oficina. Todos os ambientes foram criados de forma a dar a sensação de mergulhar no universo lúdico, a mesma dos jogos sofisticados em que o jogador atua sem distanciamento. Mesas personalizadas de acordo com o perfil do profissional, brinquedos espalhados pelas mesas, blocos de anotação, plantas e outros detalhes reforçam essa impressão.

"O ambiente é realista e instigante. Dá ao jogador a oportunidade de trabalhar muito próximo da realidade", avalia uma das coordenadoras do Desafio pelo Sebrae Carla Virgínia Lima Costa. "A plataforma é muito mais sofisticada e representa um passo importante para a modernização. Os vídeos com notícias, por exemplo, que ajudam os jogadores a tomar decisões, poderão ser atualizados a cada rodada. Esta é apenas uma das oportunidades que se abrem para o futuro", completa Maurício Guedes, da Coppe.

O Sebrae prepara ainda este ano um projeto-piloto envolvendo alunos do ensino médio, que deverá ser realizado em Brasília. O gerente nacional de Atendimento do Sebrae, Enio Pinto, destaca a importância da ferramenta para a geração de negócios. "Queremos sinalizar nas faculdades, universidades e escolas a possibilidade concreta de formar empreendedores e não só colaboradores ou funcionários. O jovem pode gerar o seu próprio emprego e empregar outras pessoas ao apostar no empreendedorismo", diz o gerente.

Dekassegui Empreendedor

Reportagem veiculada no SBT Notícias do dia 19/06/2008 apresenta o apoio do SEBRAE-SP aos empreendedores dekasseguis, por meio do Programa Dekassegui Empreendedor.


terça-feira, 28 de abril de 2009

Convênio pode facilitar acesso ao crédito


Fonte: Agência Sebrae

Empréstimos mais rápidos e simplificados são uma das metas do trabalho conjunto do Sebrae com a Associação Brasileira das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (ABSCM)

Os pequenos negócios precisam de crédito para crescer e investir em inovação, mas encontram dificuldades para ter acesso a financiamentos rápidos e desburocratizados. Para ampliar as possibilidades das micro e pequenas empresas, o Sebrae Nacional e a Associação Brasileira das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (ABSCM) assinaram um convênio de cooperação geral na última segunda-feira (27), no Rio de Janeiro.

“O que observamos é que os pequenos negócios dobraram nos últimos 10 anos e são um mercado potencial. O papel do Sebrae é articular soluções para aproximar todas as entidades prestadoras de serviços financeiros dos micro e pequenos empresários”, afirma o gerente da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, Alexandre Guerra de Araújo.

O convênio prevê prestação de serviços de capacitação, assessoria técnica, divulgação de informações, mecanismos de consultoria, capacitação empresarial, entre outros. As ações serão realizadas em parceria com as unidades estaduais do Sebrae e instituições ligadas à ABSCM.

A associação possui hoje 45 associados e acredita que com a participação do Sebrae sua área de atuação pode crescer significativamente. “Ainda somos desconhecidos, e o Sebrae vai fazer a interligação da associação com o nosso público alvo. A credibilidade e a capilaridade da instituição vai ajudar a divulgar a nossa imagem”, explica o presidente da ABSCM, Jacy Diniz Nogueira Filho.

Os recursos virão do Programa Nacional Micro Produtivo Orientado (PNMP), do governo federal. O presidente da ABSCM explica que a meta do trabalho da associação é oferecer empréstimos menos burocratizados, mais ágeis e com uma taxa mais baixa, já que o custo operacional dos associados é menor. O atendimento personalizado é outro ponto que ele considera fundamental.

“É muito difícil que um micro empreendedor tenha coragem de ir a um banco pedir empréstimo. Ele fica intimidado não só com o nível de exigências, mas até com o ambiente formal. Daí, a importância de uma atuação local que conheça o histórico do empresário. Vamos aprimorar uma metodologia específica de trabalho. Nós é que vamos ao cliente”, argumenta.

Para o gerente do Sebrae, a construção de uma carteira de crédito com qualidade se torna vital para o crescimento dos pequenos negócios, já que um dos papéis da instituição é aproximar estes empresários das entidades prestadoras de serviços financeiros, articulando soluções que facilite o acesso ao financiamento com redução de custos.

Dados divulgados pelo Banco Central mostram que, em 2008, de quase R$ 700 bilhões de empréstimos feitos para pessoas jurídicas, R$ 116 bilhões foram de até R$ 100 mil, o que indica que devem ter sido feitos por micro e pequenas empresas. Considerando essa premissa, os pequenos negócios responderam por cerca de 17 % do total das operações de crédito.

“Este é um percentual pequeno, mas a expectativa para este ano é que haja aumento das operações de crédito, apesar da crise. E mesmo os grandes bancos estão interessados na construção de plataformas adequadas de atendimento, o que mostra o potencial deste segmento”, afirma Alexandre Guerra.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Empreendedores serão fundamentais para superar crise, revela pesquisa

Fonte: Agência Brasil

A taxa de empreendedorismo entre os brasileiros é de 12%, a terceira mais alta entre os países que participam do G20 (grupo dos países em desenvolvimento), conforme revelou pesquisa a Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgada hoje (17). A pesquisa é desenvolvida em mais de 60 países e tem o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) entre seus parceiros há nove anos.

Segundo o economista Marcelo Neri, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), a capacidade empreendedora do brasileiro será um elemento central para superar os efeitos da crise financeira internacional no país. "O brasileiro se acostumou com o fato de comer três vezes ao dia e não vai baixar o padrão de vida por conta de uma crise. Tudo leva a crer que as pessoas vão à luta para continuar consumindo", afirmou.

Para Neri, o Brasil está em posição privilegiada, porque já está acostumado com crise e sabe lidar com adversidades. "Nós vivemos de crise em crise e aprendemos a sair bem de situações difíceis. Somos como o Ayrton Senna [tricampeão mundial de automobilismo, morto em 1994]: corremos melhor na chuva."

Neri vê o empreendedorismo dos brasileiros como um colchão "que tem tudo para virar um trampolim". "Ainda são necessárias políticas sociais para pequenos empreendedores, como conceder crédito e educação, que é o passaporte para os novos mercados". Segundo o professor, o consumo de uma família de empreendedores cresce 28% depois da tomada do primeiro empréstimo. "O lucro aumenta em 35%", disse ele.

De acordo com a pesquisa GEM, 80% dos empreendedores são capazes de gerar renda e emprego; 8% dos 12% de novos negócios surgem por oportunidade e 4%, por necessidade. Os números revelam ainda que 65% consideram que têm muita concorrência. "A partir daí sentimos que nosso maior desafio é estimular as pessoas a criar negócios inéditos", destacou o presidente do Sebrae, Paulo Okamoto.

A pesquisa mostrou ainda que 85% dos novos empreendedores não têm expectativas de exportação e 38% têm uma visão pessimista do negócio que estão iniciando. Apesar de não avaliar o nível de mortalidade das empresas, Okamoto ressaltou que 76% das empresas completam dois anos de vida. "O principal agora é capacitar esses empreendedores e a qualidade dos empreendimentos."

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Dicas Empreendedoras: como elaborar um plano de negócio

O plano de negócio é o melhor instrumento para traçar um retrato fiel do mercado, do produto e das atitudes do empreendedor. Desenvolver o seu é um sinal de maturidade e planejamento - através de seu plano de negócio quem quer iniciar uma empresa tem mais segurança para alcançar o êxito e também ampliar ou promover inovações.

Acesse o Plano de Negócios do SEBRAE.

Assim como para construir uma casa, organizar uma festa, viajar para o campo ou para o litoral é necessário fazer um cuidadoso planejamento.

Ou seja, a casa, a festa e a viagem não vão se realizar apenas porque você assim deseja, mesmo que seja um desejo ardoroso. Idéias assim nascem em nossos corações, porém, para que elas se tornem realidade, é preciso construí-las passo a passo.

Para que uma viagem aconteça, é necessário escolher o local a ser visitado, decidir o tempo da viagem, quanto dinheiro levar, comprar passagens, reservar hotel, arrumar as malas, entre tantas outras coisas. Se, para uma simples viagem, precisamos fazer tudo isso, imagine quando queremos abrir um negócio. E empreender, muitas vezes, é uma viagem para um lugar desconhecido.

Para você organizar suas idéias é que foi criado o plano de negócio. Nesta viagem ao mundo dos empreendedores, ele será o seu mapa de percurso.

O plano irá orientá-lo na busca de informações detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que irá oferecer, seus clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do seu negócio, contribuindo para a identificação da viabilidade de sua idéia e na gestão da empresa.

Ao final, seu plano irá ajudá-lo a responder a seguinte pergunta: “Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?”.

Lembre-se de que a preparação de um plano de negócio é um grande desafio, pois exige persistência, comprometimento, pesquisa, trabalho duro e muita criatividade.

Boa sorte, ou melhor dizendo, bom trabalho! E tenha claro que começar já é a metade de toda a ação. Sucesso!

Empresária de São Paulo inova em serviço de franquia


Simone Cristina Costa conquistou o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios pela Região Sudeste na categoria 'Micro e Pequena Empresa'

Fonte: Agência Sebrae

Brasília - A oferta de um serviço diferenciado de franquia rendeu a Simone Cristina Costa e Souza o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2008 pela Região Sudeste na categoria 'Micro e Pequena Empresa'. Há seis anos à frente da Escola de Idiomas CNA em Presidente Prudente, interior de São Paulo, a empresária acumulou prêmios de reconhecimento da rede franqueada e admiração por parte da comunidade onde a escola está inserida.

A inauguração de uma escola diferenciada, com o conceito de não apenas ensinar um idioma, mas também ‘formar cidadãos’ foi a grande conquista de Simone. Em oito anos, ela conseguiu inovar um modelo padronizado de franquia, conquistando seu público com serviços diferenciados. A empresária conhece e mantém relacionamento com os clientes, e se preocupa com a comunidade onde está inserida.

Entre as inovações criadas pela empresária estão descontos, horários e serviços especiais. A empresária estabeleceu, por exemplo, parceria com uma vídeo locadora da cidade, possibilitando aos alunos alugar filmes com desconto. Outra ação inovadora está ligada à comunidade. A escola de idiomas tem a prática de selecionar um de seus professores para ministrar aulas em uma escola carente da região.

Vendo a correria do dia-a-dia dos pais, a empresária investiu em um transporte exclusivo, proporcionando maior facilidade, comodidade e segurança para os alunos. Simone lembra que para conhecer melhor os clientes, ela passou a recepcioná-los na porta da escola, quebrando o paradigma de que escola de idiomas é só para ricos. “A escola é para todos. Aqui atendemos alunos de todas as classes sociais”, afirma.

História de sucesso

A empresária conta que mesmo trabalhando, ela tinha o hábito de pesquisar no mercado oportunidades de negócios para investir. A partir da sugestão de um amigo, Simone, que tem formação em Letras, resolveu apostar em uma escola de idiomas. “O primeiro passo foi fazer um estudo de mercado, visando conhecer o comportamento do setor na cidade de Presidente Prudente. O segundo e mais difícil passo foi convencer as pessoas ao meu redor de que o empreendimento era vantajoso”, explica Simone.

Mesmo com algumas resistências, Simone não desistiu do seu sonho e tocou sua idéia adiante. Após conseguir o aval do marido, o casal passou a captar recursos financeiros para bancar a franquia. “Não queria ser mais uma escola no mercado. O meu objetivo era ensinar de forma natural e com uma estrutura inovadora”, afirma. Com uma equipe de profissionais qualificados, a empresa se diferenciou pelo atendimento, disponibilidade de horários diferenciados, modernas instalações, e principalmente, pelo calor humano.

“Minha meta era ser a melhor escola de idiomas de Presidente Prudente, mesmo que para isso tivesse que enfrentar algumas dificuldades, como concorrência, escassez de recursos financeiros e de tempo, já que sou mãe de dois filhos”, explica Simone. No primeiro semestre de trabalho, em 2002, os bons índices alcançados e o expressivo número de alunos conquistados pela unidade resultaram no Prêmio Desempenho CNA. Em 2003, o desempenho da escola foi novamente reconhecido, sendo considerada uma das dez unidades perfeitas da rede.

Simone estruturou a escola em áreas estratégicas: a área Administrativa é responsável por oferecer suporte para pais e alunos, na informação de notas, agendamentos de horários de aulas, pagamentos, boletins escolares; a área Pedagógica é formada por equipe de profissionais atualizados com que há de mais moderno no ensino; a área Comercial tem a função de esclarecer dúvidas sobre os cursos, métodos, materiais pedagógicos, horários, investimentos.

“Aprendi que a empresa deve ser rica e o dono pobre. Com o retorno do investimento procuro investir na própria unidade. No segundo semestre de atuação dobramos o número de computadores no laboratório”, lembra Simone. Segundo a empresária, hoje, as nove salas de aula contam com lousa interativa, projetor de multimídia e internet sem fio, tornando as aulas mais dinâmicas e atrativas. “Aprendi que temos que fazer dos nossos obstáculos um aliado, pois é por meio dele que vem a força necessária para superá-los”, aconselha Simone.

Vencedoras do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios recebem homenagem e reconhecimento durante cerimônia em Brasília


Maysa Motta Gadelha, de Campina Grande (PB), e Maria José do Nascimento, de Peabiru (PR), superaram mais de 2.600 empresárias de todo o País e são as grandes vencedoras da fase nacional da premiação

Fonte: Agência Sebrae

Brasília - Duas empreendedoras, uma da Paraíba e outra do Paraná, são as grandes vencedoras nacionais do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2008, principal premiação destinada a reconhecer o talento de mulheres que dedicam suas vidas ao mundo dos negócios no País. Maysa Motta Gadelha, de Campina Grande (PB), e Maria José do Nascimento, de Peabiru (PR), ganharam, respectivamente, nas categorias 'Grupo de Produção Formal' e 'Micro e Pequena Empresa'.

Os nomes das vencedoras foram anunciados numa 'poética' cerimônia comandada pela atriz, poeta e empresária Elisa Lucinda na noite desta terça-feira (7) em Brasília.

Maysa e Maria disputaram o prêmio com mais 17 finalistas das regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul do País. Até chegar à fase nacional, todas passaram por um longo processo de seleção, que reuniu 2.667 empresárias de todo o Brasil.

"Somos todas vencedoras. Acredito que essa vitória é conseqüência do equilíbrio que encontro no meu trabalho, na minha saúde e na minha família. Agradeço ao Sebrae pelo apoio e suporte oferecido para que eu pudesse chegar até aqui", afirmou Maysa Motta Gadelha. A paraibana conquistou o primeiro lugar na categoria 'Grupo de Produção Formal' pelo trabalho à frente da Cooperativa de Produção Têxtil Afins de Algodão do Estado da Paraíba (Coopnatural).
A outra vencedora da noite, a empresária paranaense Maria José do Nascimento, de Peabiru, cidade localizada a 470 km de Curitiba, foi escolhida por ter feito da pequena empresa familiar KL Reymann, criada em 1995, uma fábrica com 82 empregados e 180 clientes em todo o Brasil. "É gratificante ganhar um prêmio como esse. Esforcei-me muito para chegar até aqui, fiz um longo trabalho e sei que ainda tenho muito a fazer. Dedico este prêmio a todos que caminharam comigo nesta jornada", disse Maria logo após receber o troféu.

As duas vencedoras receberão como prêmio uma viagem para o Chile, onde farão visitas técnicas a empresas daquele país durante dez dias. Além disso, elas e as outras oito premiadas da noite ganharão uma viagem a São Paulo para participar de um evento da BPW Brasil (Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais), parceira do Sebrae no prêmio. (Leia mais sobre as vencedoras nas 'Notícias Relacionadas' nesta Agência Sebrae de Notícias).

Iniciativa do Sebrae Nacional, o Prêmio Mulher de Negócios é oferecido em parceria com a FNQ (Fundação Nacional de Qualidade), a Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres da Presidência da República e a BPW Brasil.

A cerimônia contou com as presenças do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, do diretor-técnico do Sebrae, Luiz Carlos Barboza, da presidente da BPW, Arlete Zago, da assessora da Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres da Presidência da República, Eunice Moraes, e da conselheira da FNQ, Ieda Novaes.

"O Brasil precisa de bons exemplos, e as mulheres empreendedoras desempenham bem este papel. Elas estão abrindo caminhos que podem ser seguidos por outras mulheres que ainda não exercem a atividade empresarial. Elas, com firmeza e delicadeza, estão construindo uma história importante, e por isso merecem os parabéns da sociedade brasileira", ressaltou Okamotto.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Teste seu perfil Empreendedor - Sebrae

Existem vários sites na internet com testes para saber se você possui o perfil de empreendedor. Iremos aos poucos separando alguns links desses testes para ajudar os interessados em abrir um novo negócio.

Faça aqui o teste do Sebrae!

Verifique, através deste teste, se você tem tino empresarial. Seja sincero!

Entenda

A ADEMP foi fundada em 2008 com o intuito de apoiar o Empreendedorismo através de ações focadas no treinamento e capacitação dos empreendedores da região do Grande ABCD.

ADEMP - Associação de Desenvolvimento Empreendedor

Rua Três Mosqueteiros, 16 - sala 8
Rudge Ramos - São Bernardo do Campo / SP CEP 09619-160

Blog
ademp-empreendedor.blogspot.com
E-mail
atendimento@mauromiaguti.com.br

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