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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Zona Leste de São Paulo forma mais de 400 ‘empretecos’

Fonte: Agência Sebrae

São Paulo - Até o fim de 2009, o Escritório do Sebrae/SP na Zona Leste da capital paulista calcula formar 430 ‘empretecos’ no Seminário Empretec, o curso de excelência da Instituição. Trata-se de um número recorde. “Nunca antes tivemos tantas turmas do Seminário”, explica Joaquim Batista Xavier Filho, gerente do Sebrae/SP. Até agora, foram nove seminários e até o final de 2009 será realizados outros quatro.

A metodologia do Seminário Empretec é utilizada nos Estados Unidos desde 1960. Na década de 80, a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), adotou o método para estimular a geração de negócios.
Em 15 anos, mais de 100 mil pessoas já fizeram o Empretec no País. O Empretec integra o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e é executado no Brasil pelo Sebrae, em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação e do Ministério das Relações Exteriores.

Com uma carga de 80 horas, o seminário é voltado para empresários e pessoas que decidiram montar seu próprio negócio. Durante o Empretec, são trabalhadas características do comportamento empreendedor: busca de oportunidades, capacidade de correr riscos calculados, persistência, comprometimento e objetividade no estabelecimento de metas são algumas delas.
“Na Zona Leste, o objetivo com os seminários é aumentar a massa crítica empresarial, formar empreendedores capazes de alavancar o desenvolvimento da região”, aponta Xavier.
Antes e depois

Um dos empresários que podem definir sua vida em antes e depois do Empretec é Fábio Cavalotti, que concluiu o seminário em 2008, oferecido pelo Escritório Regional Leste do Sebrae/SP. “No Empretec repensei as minhas metas, meus planos e minha própria vida”, comenta.

À época, ele era sócio numa pequena rede de salões de beleza infantil, mas acabou percebendo que seria bem mais feliz se passasse a atuar apenas em marketing, sua área de formação. “Resolvi sair da sociedade e montar a minha própria empresa de consultoria em comunicação e marketing”, comenta.

No início de 2009, se lançou na empreitada. “Minha ex-sócia foi minha primeira cliente”, comenta. Outros desses primeiros clientes são os amigos que fez no Empretec. “Criei um networking essencial para a decisão de montar minha consultoria”, explica.
Até dezembro, o Escritório Regional do Sebrae/SP na Zona Leste promove ainda quatro turmas do Empretec. Informações pelo telefone (11) 2225-2177.

Shoppings e rede varejista oferecem 2,6 mil vagas temporárias em SP

Cinco shoppings e uma rede varejista do estado de São Paulo estão com as inscrições abertas para pelo menos 2.664 vagas de trabalho temporário por conta da demanda de final de ano. Essas oportunidades estão entre os pelo menos 123 mil postos temporários previstos para o Natal de 2009.

As vagas são para a rede varejista Magazine Luiza e para os shoppings Centervale, Pátio Paulista, Center 3, Eldorado e Metrô Itaquera. Confira os detalhes de cada empresa na tabela abaixo.

Shopping Pátio Paulista
O Shopping Pátio Paulista, que fica no centro de SP, oferece mil vagas para cargos de vendedor, estoquista, operador de caixa e gerente.

Os candidatos devem ter ensino médio completo e disponibilidade de horário. Não é exigida experiência anterior. Os interessados devem cadastrar o currículo no site www.shoppingpaulista.com.br, na seção "Oportunidades".

Os currículos também podem ser entregues diretamente nas lojas – o shopping fica na Rua Treze de Maio, 1.947, São Paulo.

Shopping Center 3
O Shopping Center 3, no centro de SP, abriu o processo seletivo para vagas de estoquista, vendedores, caixas, gerentes e garçons. O número de vagas não foi divulgado.
Os interessados devem encaminhar os currículos para o e-mail administracao@shoppingcenter3.com.br. O shopping fica na avenida Paulista, 2.064. O site é www.shoppingcenter3.com.br.

Shopping Metrô Itaquera
As lojas do Shopping Metrô Itaquera, na Zona Leste de SP, estão com 900 vagas temporárias abertas.

Mais da metade das lojas não pede experiência anterior. Os candidatos devem ter entre 18 a 25 anos.

As oportunidades são para vendedores, caixas, estoquistas e seguranças. Os interessados devem cadastrar os currículos no www.shoppingitaquera.com.br, no campo "Oportunidades". Também é possível entregar os currículos pessoalmente nas lojas (o shopping fica na avenida José Pinheiro Borges, s/n, em Itaquera).

Shopping Eldorado
Há 300 vagas abertas no Shopping Eldorado, em Pinheiros, na Zona Oeste de SP. A maioria das oportunidades é para vendedor, estoquista e caixa. Os candidatos devem ter entre 18 e 25 anos. Grande parte dos lojistas tem preferência pelo sexo feminino.

Os interessados devem cadastrar os currículos até o dia 1º de novembro no site www.shoppingeldorado.com.br, no campo "Currículos".

Magazine Luiza
A rede varejista Magazine Luiza está com 164 vagas abertas para o centro de distribuição de Louveira, no interior de São Paulo.

As ofertas são para auxiliar de logística, conferente, auxiliar de limpeza, técnico de manutenção, faturista, operador de empilhadeira, assistente de logística e auxiliares nas seguintes áreas: administrativa, logística, cobranças, transportes, planejamento e escrita fiscal. Também há chances para a área de controle de estoque e para o cargo de coordenador de logística.

Os candidatos devem ter ensino fundamental ou médio, com exceção dos interessados na vaga de coordenador de logística, que exige ensino superior completo. Para todas as vagas é exigido experiência mínima de seis meses em logística e conhecimentos básicos em informática.

Os candidatos devem cadastrar o currículo no site www.magazineluiza.com.br, no link "Trabalhe Conosco", até o dia 3 de novembro.

Centervale Shopping
O Centervale Shopping, que fica em São José dos Campos, interior de São Paulo, seleciona para 300 vagas. O processo seletivo começou em setembro. Ao todo, o shopping contratará mil temporários para o Natal de 2009, dos quais 700 já foram admitidos.

Os interessados devem cadastrar os currículos no site www.centervale.com.br ou enviá-lo pelo email recrutamento@impactorh.com.br.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Networking “pós-evento”

Fonte: Update or die
Autor: João Marcos

Você foi pra um evento ou um curso onde estavam várias pessoas capacitadas da sua área de trabalho.Trocou cartões, fez alguns contatos. Mas… o que fazer depois do evento?

Ajustei abaixo algumas dicas do site da Click to Client:

1) Mande e-mail: se você demorar, será esquecido. Mande uma mensagem relembrando o evento e compartilhando alguma novidade com seus contatos logo nos próximos dias.
2) Conecte-se em redes de relacionamento de negócios (como o LinkedIn, o ToTheTop ou outro)3) Coloque UMA coisa em ação: você pode ter saído com várias idéias de parcerias, contatos e portas que poderiam ser abertas. Tome coragem e vá mais a fundo em pelo menos uma dessas oportunidades.
4) Apresente um colega para outro: além de ajudar seus colegas, você vai virar referência para contatos
5) Se você tem algum conteúdo sobre o evento (fotos, textos adicionais, etc), compartilhe: será uma continuidade natural do momento em que vocês se encontraram. Pode ser via e-mail, blog, etc.
6) Mande uma nota agradecendo ao organizador do evento (se aplicável)
7) Se você receber algum contato por e-mail ou telefone de alguém que conheceu no evento, responda (independente de quem seja)Por fim, não se equeça dos detalhes operacionais: cheque se seu e-mail está funcionando, seu estoque de cartões após ter distribuído uma grande quantidade, etc.

Escolas de São Bernardo oferecem cursos profissionalizantes

Fonte: Jornal Rudge Ramos

A prefeitura de São Bernardo oferece 140 vagas para cursos de qualificação nas Escolas Municipais de Iniciação Profissional (Emips). A iniciativa, destinada principalmente a moradores de baixa renda, tem o objetivo de formar profissionais para as áreas de estética, construção e alimentação. As aulas começam no dia 8 de outubro e devem se estender até as primeiras semanas de dezembro.

Além da formação específica, os alunos receberão aulas de ética, postura e cidadania. "O objetivo é dar qualificação profissional e uma formação que deveria vir junto com a escolaridade, mas ainda não vem", explica a orientadora pedagógica Márcia Lopes, responsável pelo currículo.

A escolha dos cursos é orientada pelas necessidades do mercado. Durante muito tempo, as Emips ofereceram cursos de telemarketing, pois havia grande demanda por profissionais dessa área na cidade. Nos últimos anos, com a saturação das empresas do setor e a queda dos salários, os cursos foram substituídos por aulas sobre outras profissões.

Atualmente, as Emips formam cabeleireiros, garçons, manicures, depiladoras, cozinheiras e assentadores de blocos, tijolos e azulejos. Cada turma tem 20 vagas. "Nas reuniões que fazemos com ex-alunos, observamos que eles conseguem emprego rapidamente depois do curso", afirma Márcia.

* Serviço - As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nesta segunda (5) e terça-feira (6), das 9h às 18h, nas Emips Madre Felicita Spagnoli (Rua Nestor Moreira, 428 - Vila Marchi), Nair da Silva Prata (Rua Capitão Alberto Mendes, 96 - Jardim Beatriz) e Madre Celina Polci (Rua Barretos, 217 - Baeta Neves).

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Entra em vigor programa para formalizar trabalhadores autônomos

Fonte: Folha de SP

Os trabalhadores autônomos que estão na informalidade podem aderir a partir desta quarta-feira (1º) ao programa do microempreendedor individual.

No programa, o trabalhador irá pagar uma contribuição mensal única que varia de R$ 52,15 a R$ 57,15, de acordo com a sua área de atuação. Em troca, poderá tirar um CNPJ e terá direito aos seguintes benefícios do INSS: salário-maternidade, auxílio-doença, aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez e sua família fica protegida com pensão por morte e auxílio-reclusão.

Podem fazer parte do programa os profissionais com renda mensal de até R$ 3.000 (R$ 36 mil por ano). A expectativa do governo é atrair profissionais como feirantes, camelôs, vendedores ambulantes, manicures, cabeleireiros e eletricistas.

O processo de formalização é gratuito e será feito somente por meio da internet, no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br).

De acordo com o Ministério da Previdência, no site, o empresário individual obterá, no ato da formalização, o seu CNPJ, seu cadastro na Junta Comercial e sua inscrição no INSS.

Não podem optar pelo programa os profissionais que possuem mais de uma empresa. Outra limitação é que o trabalhador pode ter, no máximo, um empregado contratado.

Contribuição

A contribuição varia de acordo com a área de atuação: R$ 52,15 para o comércio ou indústria; R$ 56,15 para o prestador de serviços; e R$ 57,15 para atividade mista (comércio ou indústria e prestação de serviços).

Essa contribuição inclui todos os impostos federais, estaduais, municipais e a contribuição para a Previdência Social. O cálculo é a soma dos R$ 51,15 (11% do salário mínimo) destinados ao INSS mais R$ 1 de ICMS e R$ 5 de ISS.

De acordo com o Ministério da Previdência, o novo sistema permitirá que 11 milhões de pessoas que trabalham por conta própria em pequenos negócios ou na prestação de serviços saiam da informalidade.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Empresários lançam novo formato de negócio para comercializar produtos



Empresários lançam novo formato de negócio para a comercialização de produtos: eles contratam um galpão, que é dividido em pequenos espaços, e alugam para micro e pequenos empreendedores.

Empreendedor Individual - Perguntas e Respostas

Fonte: Agência Sebrae

1) O QUE É?

Pessoa física que trabalhe por conta própria de forma individual e se dedique as atividades de comércio, indústria ou serviços e fature até 36 mil reais por ano, sendo permitido ter até 1 empregado que receba o salário mínimo. Exemplos: mecânicos, feirantes, artesãos, eletricistas, bombeiros, doceiras, pipoqueiros, costureiras etc.

Estão fora deste conceito, conforme a Lei Complementar 128/08, as profissões regulamentadas como advogados, médicos, engenheiros etc.

2) COMO E ONDE POSSO ME FORMALIZAR?

A formalização é feita pela Internet no endereço www.portaldoempreendedor.gov.br. Há um considerável número de empresas contábeis espalhadas pelo Brasil que irão realizar esse trabalho de graça. Para saber quem são essas empresas consulte a relação constante do endereço na Internet. Lembre-se de que toda atividade a ser exercida, mesmo na residência, necessita de autorização prévia da Prefeitura que nesse caso será também de graça. O SEBRAE é outro parceiro que oferecerá orientação de graça sobre a formalização.

3) QUANTO TEMPO DEMORA PARA ME FORMALIZAR?

Como a formalização é feita pela Internet, o CNPJ e o número de inscrição na Junta Comercial são obtidos imediatamente, gerando um documento que deve ser impresso, assinado e encaminhado à Junta Comercial acompanhado de cópia da Identidade e do CPF. Lembre-se, também, de que é necessário ter autorização prévia da Prefeitura para desenvolver o seu negócio, seja ele qual for.

3 A) POSSO ME FORMALIZAR A QUALQUER TEMPO?

Para o empreendedor que está obtendo o CNPJ a partir de primeiro de julho de 2009, a opção será simultânea e vale para o ano todo de forma irretratável. No caso de empreendedores que já possuem CNPJ a opção somente poderá ser feita durante o mês de janeiro de cada ano.

4) QUAL O CUSTO DA FORMALIZAÇÃO?

O ato de formalização está isento de todas as tarifas. Para a formalização e para a primeira declaração anual existe uma rede de empresas de contabilidade que são optantes pelo SIMPLES NACIONAL que irão realizar essas tarefas sem cobrar nada no primeiro ano. Após a formalização o empreendedor terá o seguinte custo:

Para a Previdência ? R$ 51,15 por mês (representa 11% do salário mínimo que é reajustado no início de cada ano);
Para o Estado ? R$ 1,00 fixo por mês se a atividade for comércio ou indústria;
Para o Município ? R$ 5,00 fixos por mês se a atividade for prestação de serviço.

5) COMO FAÇO O PAGAMENTO DESSES VALORES?

Através de um documento chamado DAS que é gerado pela Internet no endereço www.portaldodempreendedor.gov.br. Esse documento pode ser gerado por qualquer pessoa em qualquer computador ligado à Internet. É possível gerar, de uma só vez, os DAS do ano inteiro e ir pagando mês a mês. O pagamento será feito na rede bancária e casas lotéricas, até o dia 20 de cada mês.

6) QUAL SERÁ O PROCEDIMENTO EM CASO DE ATRASO NO PAGAMENTO?

Caso haja esquecido o pagamento na data certa haverá cobrança de juros e multa. A multa será de 0,33% por dia de atraso limitado a 20% e os juros serão calculados com base na taxa SELIC, sendo que para o primeiro mês de atraso os juros serão de 1%. Após o vencimento deverá ser gerado novo DAS, acessando-se novamente o endereço www.portaldoempreendedor.gov.br. A emissão do novo DAS já conterá os valores da multa e dos juros, sem precisar fazer caçulos por fora.

7) COMO FAREI SE QUISER TER DIREITO A APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO?

Nesse caso deverá complementar o pagamento em favor do INSS à alíquota complementar de 9%, calculada sobre o salário-mínimo. O pagamento deverá ser feito em GPS, com o código de pagamento 1295, na rede bancária, até o dia 15 do mês seguinte a que se referir o pagamento ou no primeiro dia útil subseqüente se o dia 15 for feriado.

Exemplo: Com o valor atual do salário- mínimo a conta será a seguinte:

R$ 465,,00 x 9% = R$ 41,85. Esse valor deverá ser recolhido em GPS com o código de pagamento ?1295?. Com esse pagamento, o valor correspondente ao salário-mínimo (atualmente R$ 465,00) passa a contar para todos os efeitos para o cálculo de qualquer benefício previdenciário, inclusive aposentadoria por tempo de contribuição.

Caso o trabalhador já recolha carnê mensal pelo exercício de outra atividade, poderá continuar a fazê-lo, sob os códigos normais.
Exemplo: o trabalhador já recolhe carnê mensal sobre o valor de R$ 600,00, à alíquota de 20%, representando R$ 120,00, em GPS, com o código 1007.

Caso recolha o DAS, efetue a contribuição complementar de 9% (código 1295) e mantenha a contribuição que vinha fazendo (código 1007), seu salário-de-contribuição para fins de benefício passará a ser de R$ 1.065,00 ? resultado da soma de R$ 465,00 com R$ 600,00.

Pode haver ainda trabalhador que, além de empreendedor individual, tenha vínculo de trabalho com outra empresa, como empregado ou autônomo.
Nesse caso, a remuneração que receber da empresa contará para todos os efeitos para os benefícios previdenciários ? essas informações provêm da GFIP, preenchida pela empresa.

Da mesma forma, se esse trabalhador quiser que o valor recolhido em DAS passe a contar para todos os benefícios, deverá recolher a GPS com código de pagamento 1295, mensalmente, com valor correspondente a 9% do salário-mínimo.

8) QUE OUTRAS OBRIGAÇÕES TEREI JUNTO A RECEITA FEDERAL, SECRETARIA DA FAZENDA DO ESTADO E SECRETARIA DE FINANÇAS DO MUNICÍPIO?

Anualmente deverá fazer uma Declaração do faturamento, também pela Internet e nada mais. Essa declaração deverá ser feita até o último dia do mês de Janeiro de cada ano.

9) PARA O AMBULANTE QUE TRABALHA NA RUA COMO VAI FUNCIONAR O SISTEMA?

O ambulante ou quem trabalha em lugar fixo deverá ter autorização da Prefeitura com relação ao tipo de atividade e ao local onde irá trabalhar. A obtenção do CNPJ e a inscrição da Junta Comercial não substituem as normas de ocupação dos Municípios que devem ser observadas e obedecidas.

10) PRECISO TER CONTABILIDADE?

A contabilidade formal como livro diário e razão está dispensada. Não é preciso também ter Livro Caixa. Contudo, o empreendedor deve zelar pela sua atividade e manter um mínimo de controle em relação ao que compra, ao que vende e quanto está ganhando. Essa organização mínima permite gerenciar melhor o negócio e a própria vida, além de ser importante para crescer e se desenvolver. O empreendedor deverá registrar, mensalmente, em formulário simplificado, o total das suas receitas. Deverá manter em seu poder, da mesma forma, as notas fiscais de compras de produtos e de serviços.

11) QUAIS OS BENEFÍCIOS DA FORMALIZAÇÃO?

A) Cobertura Previdenciária para o Empreendedor e sua família, traduzida nos seguintes benefícios.

Para o Empreendedor:
1- Aposentadoria por idade ? mulher aos 60 anos e homem aos 65. É necessário contribuir durante 15 anos pelo menos e a renda é de um salário mínimo;
2- Aposentadoria por invalidez ? é necessário 1 ano de contribuição;
3- Auxílio doença ? é necessário 1 ano de contribuição;
4- Salário maternidade (mulher) ? são necessários 10 meses de contribuição;
5- Auxílio acidente ? a partir do primeiro pagamento.

Para a família:
1- Pensão por morte ? a partir do primeiro pagamento;
2- Auxílio reclusão ? a partir do primeiro pagamento.

B) Acesso a serviços bancários, incluindo crédito.

C) Apoio técnico do SEBRAE sobre a atividade exercida;

D) Possibilidade de crescimento em um ambiente seguro;

E) Desempenhar a atividade de forma legal, sabendo que não sofrerá ações do Estado;

F) Formalização simplificada e sem maiores burocracias;

G) Baixo custo da formalização em valores mensais fixos

H) Simplificação no processo de baixa e ausência de pagamento de taxas.

12) POSSO CONTRATAR ALGUÉM PARA ME AJUDAR?

A lei prevê a possibilidade da contratação de até um empregado com remuneração de um salário mínimo ou piso da categoria.

13) QUAL O CUSTO PARA CONTRATAÇÃO DE UM EMPREGADO?

O custo previdenciário, recolhido em GPS, é de R$ 51,15, sendo R$ 13,95 de responsabilidade do empregador e R$ 37,20 descontado de empregado. Esses valores se alteram caso o salário seja superior ao salário-mínimo e até o piso da categoria profissional. O cálculo será sempre o salário multiplicado por 3% (parte do empregador) e por 8% (parte do empregado).

Em qualquer caso é preciso fazer a Guia do FGTS e Informação à Previdência ? GFIP que é entregue até o dia 7 do mês seguinte ao pagamento do salário através de um sistema chamado conectividade social da Caixa Econômica Federal.

Ao preencher e entregar a GFIP, deverá ser depositado o FGTS do empregado, calculado à base de 8% sobre o seu salário. Todas essas contas são feitas automaticamente pelo sistema GFIP, que deve ser baixado do site da Internet da Receita Federal, no endereço www.receita.fazenda.gov.br na parte de Download. Em resumo, o custo total do empregado para o Empreendedor individual é 11% do respectivo salário, ou R$ 51,15 se o empregado ganhar o salário mínimo.

14) O QUE ACONTECERÁ SE MEU FATURAMENTO NO ANO FOR SUPERIOR A R$ 36.000,00?

Nesse caso temos duas situações.
A Primeira ? o faturamento foi maior que 36.000,00, porém não ultrapassou R$ 43.200,00. Nesse caso o seu empreendimento é incluído no sistema do SIMPLES NACIONAL a partir de janeiro do ano seguinte ao ano em que o faturamento excedeu os R$ 36.000,00. A partir daí o seu pagamento passará a ser de um percentual do faturamento por mês, que varia de 4% a 17,42%, dependendo do tipo de negócio e do montante do faturamento. O valor do excesso deverá ser acrescentado ao faturamento do mês de janeiro e os tributos serão pagos juntamente com o DAS referente àquele mês.
A Segunda ? o faturamento foi superior a R$ 43.200,00. Nesse caso o enquadramento no SIMPLES NACIONAL é retroativo e o recolhimento sobre o faturamento, conforme explicado na Primeira Situação passa a ser feito no mesmo ano em que ocorreu o excesso no faturamento, COM acréscimos de juros e multa.
Por isso, recomenda-se que o empreendedor, ao perceber que seu faturamento no ano será maior que R$ 43.200,00, inicie imediatamente o cálculo e o pagamento dos tributos acessando diretamente o Portal do SIMPLES NACIONAL, no endereço www.receita.fazenda.gov.br.

15 ) Posso trabalhar para outras empresas?

O empreendedor individual não poderá realizar cessão ou locação de mão-de-obra. Isso significa que o benefício fiscal criado pela LC 128/2008 é destinado ao empreendedor, e não à empresa que o contrata.

Significa, também, que não há intenção de fragilizar as relações de trabalho, não devendo o instituto ser utilizado por empresas para a transformação em empreendedor individual de pessoas físicas que lhes prestam serviços.

16) COMO FAREI SE QUISER CANCELAR MEU CNPJ E MINHA INSCRIÇÃO?

O procedimento também é simples e realizado no mesmo endereço da Internet onde foi feita a inscrição (www.portaldoempreendedor.gov.br), sem qualquer pagamento de taxas.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ex-dekassegui oferece serviço de limpeza com diferenciais

Fonte: Agência Sebrae

Álvaro Oshiro é um ex-dekassegui. Em 1990, viajou ao Japão para trabalhar na indústria. Atuou em vários setores como de automóveis e de telefonia celular e economizou dinheiro para um dia voltar e investir em sua terra natal. “Aprendi muito no Japão, principalmente sobre os sistemas organizacionais das empresas daquele país”, relata.

Depois de 14 anos no País do Sol Nascente, Oshiro resolveu regressar ao Brasil. Instalou-se em Campo Grande e criou a Maruzen, empresa que presta serviços de limpeza, segundo ele, com diferenciais que atendem às peculiaridades do cliente. O caso de Álvaro Oshiro faz parte do Faça Diferente, série de programas de rádio que o Sebrae produz para emissoras do Brasil inteiro sobre o tema inovação. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira e é transmitido por 850 emissoras. Nesta terça (26), será transmitida a experiência de sucesso do criador da Maruzen.

Álvaro conta que, ao contrário de muitos concorrentes, a Maruzen buscou a modernização na prestação de serviços de limpeza. “Muitos atendem empresas da mesma forma que uma residência”, critica. “Nós utilizamos diversas soluções em equipamentos e produtos, com enfoque nas características de cada cliente. Se o piso dele tem cerâmica ou carpete exigirá soluções específicas”, explica.

Segundo Oshiro sua empresa inova ao prestar um atendimento com diferenciais. Na opinião do empresário, “o mercado muda com extrema velocidade e os clientes se tornam cada vez mais exigentes”.

O proprietário da Maruzen acredita que, além de inovar, capacitar-se representa um aspecto fundamental para quem deseja manter um negócio. Ele revela que investe bastante na formação de seus funcionários.

No que se refere à capacitação, Álvaro Oshiro cita o Sebrae como importante referência. Ele freqüentou diversos cursos e palestras da Instituição, como o ‘Nascer Bem’ e o seminário Empretec, que trabalha os comportamentos empreendedores. “Quem utiliza todos os comportamentos de que o Empretec nos fala se prepara bem para o mercado”, afirma.

Metodologia desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Empretec é realizado no Brasil desde 1993 pelo Sebrae. O seminário enfoca características empreendedoras como a capacidade de tomar decisões sob pressão e de correr riscos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Inscrições para Desafio Sebrae 2009 vão até esta quarta (13)

Faltam dois dias para o fim das inscrições para o Desafio Sebrae 2009. O prazo prossegue até a meia-noite desta quarta-feira (13) e são feitas pela internet no endereço: http://www.desafio.sebrae.com.br. Mais de 70 mil estudantes já se inscreveram para participar do jogo que leva o empreendedorismo ao jovem por meio da gestão de uma empresa virtual.

Para participar, deve ser montada uma equipe com no mínimo três e no máximo cinco alunos de qualquer curso universitário. Este ano, os estudantes irão administrar virtualmente uma fábrica de brinquedos artesanais por meio do software desenvolvido pelo Sebrae em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).

Depois de se inscrever, as equipes baixam o jogo pela internet (procedimento adotado a partir deste ano, até então era enviado em CD) e montam a empresa: escolhem o nome, localização, contratam funcionários, fazem o orçamento.

Em seguida, a Coppe começa a enviar os problemas para as equipes (pode ser a qualquer hora: em dias úteis, fins de semana ou feriados). Os integrantes das equipes se reúnem, discutem o problema e elaboram uma solução, que é enviada de volta à universidade. Para cada problema há uma espécie de gabarito, que são as decisões empresariais esperadas pelos coordenadores que formularam os problemas. Quanto mais as decisões das equipes se aproximarem do gabarito, mais pontos a empresa receberá.

O desafio é dividido em cinco fases. As três primeiras são virtuais, em que as equipes jogam via internet e competem em seu próprio estado, divididas em chaves. As duas últimas fases, a semifinal nacional e a final nacional serão realizadas em Brasília, em comemoração aos 10 Anos do Desafio Sebrae.

Os prêmios para os vencedores estaduais são cursos no Sebrae, laptops e viagens. Já a equipe campeã nacional ganha uma viagem de dez dias para conhecer centros empreendedores na Europa. Além do Brasil, mais sete países sul-americanos promovem suas edições do Desafio Sebrae: Argentina, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Chile e Uruguai. Este ano, mais dois países farão parte do grupo.

Novidades

O Desafio Sebrae 2009 vem com uma série de novidades. A começar pelo ambiente virtual com imagens realistas e do ponto de vista do jogador. Para administrar a fábrica de brinquedos artesanais, os participantes vão dispor de sete áreas: Recepção, Desenvolvimento de Produtos, Gestão de Produção, Recursos Humanos, Design, Sala de Reunião da Diretoria e Oficina. Todos os ambientes foram criados de forma a dar a sensação de mergulhar no universo lúdico, a mesma dos jogos sofisticados em que o jogador atua sem distanciamento. Mesas personalizadas de acordo com o perfil do profissional, brinquedos espalhados pelas mesas, blocos de anotação, plantas e outros detalhes reforçam essa impressão.

"O ambiente é realista e instigante. Dá ao jogador a oportunidade de trabalhar muito próximo da realidade", avalia uma das coordenadoras do Desafio pelo Sebrae Carla Virgínia Lima Costa. "A plataforma é muito mais sofisticada e representa um passo importante para a modernização. Os vídeos com notícias, por exemplo, que ajudam os jogadores a tomar decisões, poderão ser atualizados a cada rodada. Esta é apenas uma das oportunidades que se abrem para o futuro", completa Maurício Guedes, da Coppe.

O Sebrae prepara ainda este ano um projeto-piloto envolvendo alunos do ensino médio, que deverá ser realizado em Brasília. O gerente nacional de Atendimento do Sebrae, Enio Pinto, destaca a importância da ferramenta para a geração de negócios. "Queremos sinalizar nas faculdades, universidades e escolas a possibilidade concreta de formar empreendedores e não só colaboradores ou funcionários. O jovem pode gerar o seu próprio emprego e empregar outras pessoas ao apostar no empreendedorismo", diz o gerente.

Dekassegui Empreendedor

Reportagem veiculada no SBT Notícias do dia 19/06/2008 apresenta o apoio do SEBRAE-SP aos empreendedores dekasseguis, por meio do Programa Dekassegui Empreendedor.


10 dicas para quem quer abrir uma franquia

Fonte: Sucesso News

Muita gente sonha em ter o próprio negócio e há vários caminhos para conseguir montar uma empresa. Um deles e que vem crescendo cada vez mais aqui no Brasil, é fazer parte de uma rede de franquias. Em uma franquia você estabelece uma relação com um negócio de sucesso para que possa usar seus sistemas e capitalizar sobre uma marca já existente, para obter um rápido retorno sobre seu investimento. Você está usando o sistema e o nome patenteados da empresa e administrando o negócio sob as regras da mesma.

Tal opção é o sonho de muitos empreendedores brasileiros que optam por um negócio que já tem uma marca consagrada, onde os riscos inerentes são menores, pois já se compra o conhecimento administrativo prévio. Mas, muitos se enganam ao abrir uma franquia ao acharem que esta será uma garantia de sucesso. De acordo com o consultor Wagner D´Almeida, da Global Franchise Consulting, é preciso muita dedicação e empenho para não correr o risco de perder, muitas vezes, as economias de toda uma vida de trabalho. De acordo com sua experiência, o consultor afirma que muitos candidatos a franqueados carregam ‘mitos’. “Alguns acham que todas as franquias são iguais e que, ao abrir uma unidade de determinada marca, certamente ficarão ricos”, adverte. “Acreditam que basta abrir a porta da loja que haverá sempre uma fila de clientes na porta”.

É preciso sim se dedicar ao máximo ao novo negócio, pois mesmo com todas as informações prévias e disseminadas, não há uma fórmula mágica que fará com que a empresa dê certo. As unidades franqueadas vêm crescendo ano a ano, devido à sua expansão através de um sistema de operação já testado. Paralelamente, porém, aumentam os problemas oriundos da má gestão de alguns franqueadores.

D´Almeida ainda ressalta a importância de investir certo para não correr riscos financeiros e nem frustrar-se nos aspectos pessoal e profissional e a reflexão é o primeiro passo para que tudo dê certo. Abaixo ele compartilha dez importantes dicas para quem tem a intenção de abrir uma franquia:

1. Identificar-se com o tipo de negócio – para o consultor, não adianta abrir uma franquia cujos produtos ou serviços não agradam ao futuro franqueado. Não basta uma marca renomada para que tudo dê certo, mas sim, gostar do negócio e ter prazer em fazer parte dele. Nada como a motivação pessoal para chegar ao sucesso.
2. Investir até 70% do seu capital disponível – é prudente reservar 30% do seu investimento para cobrir despesas pessoais. Lembre-se de que, no primeiro ano, é bom provável que sua unidade franqueada não renda o que você necessita para manter seu padrão de vida. E a queda no poder aquisitivo pode gerar, até, conflitos familiares.
3. Checar as franquias existentes no tipo de negócio que você se identifica – procure informar-se quais as marcas disponíveis no mercado; há quanto tempo elas existem; quantos franqueados possuem e se há locais disponíveis para abrir unidades.
4. Conversar com o Franqueador e saber qual a proposta da franquia e os diferenciais em relação às concorrentes – qual é a visão do franqueador da marca que você escolheu investir? Aonde ele pretende chegar? O que ele tem de especial que justifique seu investimento? Antes de entrar para a rede, procure conhecer bem quem ela é. É como um namoro: não case sem conhecer o pretendente.
5. Ler atentamente a Circular de Oferta de Franquia – trata-se de um documento importante e indispensável que deve reunir todas as informações relativas ao negócio. É uma exigência da lei que rege o sistema de franchising brasileiro.
6. Submeter o Contrato de Franquia à apreciação de um advogado – vale a pena consultar um especialista antes de assinar o contrato. No entanto, eleja um profissional que conheça bem o sistema e a lei que o regula.
7. Conversar com os franqueados e checar os resultados que cada um está obtendo e o nível de satisfação com o franqueador – quem está na rede pode auxiliá-lo a amadurecer a escolha por determinada rede. Nada como a experiência. Procure saber, principalmente, como o franqueador lida com a rede no dia-a-dia e se ele realmente trabalha pela marca.
8. Conversar com ex-franqueados – procure informar-se sobre a rede com quem já fez parte dela. É um contraponto que pode ser decisivo na sua seleção.
9. Solicitar do franqueador uma avaliação do ponto comercial – a escolha de um bom ponto comercial é decisivo para o sucesso de um negócio. E nada melhor que a orientação do franqueador, que tem a experiência necessária para apontar o que pode ou não funcionar. Comercialmente, ele também pode ter maior poder de barganha.
10. Fazer um “test-drive”- verifique com a franqueadora se é possível acompanhar, durante um período, o dia a dia de uma unidade franqueada ou própria. Sinta como é a operação a fim de tornar sua escolha ainda mais consciente.

A realização de um sonho pode incluir alguns riscos, mas está em nossas mãos trabalhar preventivamente para que ele não se transforme em um pesadelo, mas sim em um negócio de sucesso. O seu investimento é resultado de suas conquistas, então faça valer à pena!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Artesãos já têm órgão representativo de alcance nacional

Fonte: Agência Sebrae

O artesanato brasileiro ganhou, há pouco tempo, um novo e importante elemento para que o setor finalmente consiga articular seu reconhecimento legal como atividade econômica e para que os artesãos possam enquadrar-se como profissionais no País. No dia 15 de abril passado, durante evento da Rede de Tecnologias Sociais, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, foi fundada a Confederação Nacional dos Artesãos do Brasil (Cnarts).

A criação da entidade representativa em âmbito nacional dos artesãos foi um ato protagonizado pelas federações estaduais dos artesãos do Paraná, Pará, Pernambuco, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte e do Distrito Federal. Deonilda Machado, artesã desde a década de 80, atual presidente da Associação dos Núcleos Artesanais de Vizinhança (Anav), de Curitiba, e também presidente da Federação dos Artesãos do Paraná, foi escolhida a primeira presidente da Cnarts.

“Hoje, devemos ser 10 milhões de artesãos no País”, calcula Deonilda. Ela revela que virá a Brasília na próxima quarta-feira (13) para registrar a entidade em cartório e começar a acompanhar o andamento do PL 3926/2004 na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Eduardo Valverde (PT/RO), que institui o Estatuto do Artesão. Isabel Gonçalves, presidente da Federação das Associações e Cooperativas de Artesãos de Pernambuco (Facarpe) estará junto. “Queremos montar um movimento nacional pelo artesão”, complementa Deonilda.

Ela coloca em ordem de prioridade o que pretende realizar como primeira presidente da Cnarts: a regulamentação da profissão do artesão (com carimbo na carteira profissional ou carteira nacional de artesão); a conclusão do Cadastro Nacional de Artesãos, “que está sendo feito lentamente e com muita burocracia pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior” (MDIC); incentivar a formalização de federações de artesãos nos estados que ainda não possuem reconhecimento legal; transferir o tema artesanato do MDIC para o Ministério da Cultura (Minc); garantir acesso à Previdência Social para todos os artesãos, inclusive os que são membros de cooperativas e grupos de produção artesanal.

“Temos muito trabalho pela frente. O Brasil é enorme e difícil de trabalhar”, reflete Deonilda. Ela diz que gostaria muito que o Governo Federal interagisse mais com as associações e cooperativas de artesãos, coisa que não estaria acontecendo, especialmente no âmbito do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), coordenado pelo MDIC.

“O PAB está inoperante. Temos mais afinidade com o Ministério da Cultura (Minc). Somos mais produtores de cultura do que empresários”, justifica. Deonilda e Isabel informam que no III e IV Congresso Nacional dos Artesãos, realizados respectivamente em março/2006 e setembro/2008, em Brasília, a categoria aprovou e ratificou documento solicitando a transferência do setor do MDIC para o Minc.

"O documento foi entregue ao ministro Gilberto Gil, e depois, ao ministro Juca Ferreira. O artesanato já foi incluído no PAC da Cultura, lançado em 2007 pelo Ministério da Cultura", informa ela. "Agora, só falta o presidente Lula sancionar a lei passando o artesanato do MDIC para o Minc”, acrescenta Isabel.

Com a criação da Cnarts, as duas líderes dos artesãos afirmam que a entidade vai sentar à mesa com o Governo Federal e governos estaduais e lutar por políticas públicas para o artesanato. “O Brasil é considerado um dos maiores produtores de artesanato cultural do mundo”, enfatiza Isabel.

O PL 3926/04, mais conhecido como Estatuto do Artesão, é o melhor que o setor já teve tramitando no Congresso Nacional, mas precisa de ajustes, segundo as duas líderes artesãs. Valverde se baseou no Estatuto do Artesão de Portugal, que por sua vez teria como referência o estatuto italiano. “O contexto brasileiro é diferente da Europa. Aqui artesanato é cultura. Lá toda produção manual em série é considerada artesanato”, esclarece Isabel.

Valorizar a produção artesanal brasileira, definir com clareza o que é artesanato e o que caracteriza o 'industrianato', conseguir acesso a crédito para cooperativas de artesãos e contato direto com fornecedores de matérias primas e insumos e, ainda, organizar o calendário de eventos e feiras de artesanato no País, são outros objetivos da Cnartes. “Atualmente as feiras e eventos de artesanato são muito caros. O metro quadrado só pode ser pago por comerciantes”, observa Deonilda.

Artesãos de fato não conseguem comparecer a esses eventos, a menos que tenham apoio de instituições e projetos para transporte, hospedagem e alimentação. “Se for por conta própria, pode não vender e ficar endividado”, afirma a presidente da Cnarts. “Nosso setor está nas mãos de pessoas que ganham dinheiro em cima do trabalho do artesão, organizam feiras e exportam nossos produtos”, lamenta Isabel.

A posse da primeira diretoria da Cnarts deverá ocorrer na próxima edição do Salão de Turismo ou durante o V Congresso Nacional dos Artesãos (agendado para março de 2010). A decisão está sendo tomada no momento, de acordo com Deonilda. Ambos os eventos serão realizados na cidade do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Crise aumenta demanda do Dekassegui Empreendedor

Fonte: Agência Sebrae

Em todos os estados que desenvolvem o programa, o Sebrae registrou aumento na demanda; em geral dekasseguis vêm em busca de orientação para criar um negócio

Desde o dia 1º de maio, dois painéis luminosos colocados na área de desembarque do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, próximos à saída da imigração, exibem a seguinte mensagem: ‘Vai abrir o seu próprio negócio? Conte com o apoio do Sebrae’. Junto ao texto aparecem o telefone da central de relacionamento da Instituição (0800-570-0800) e seu endereço na internet (www.sebrae.com.br).

O objetivo da mensagem é mostrar a brasileiros de qualquer procedência, e particularmente aos provenientes do Japão, que pretendam se fixar novamente em seu país de origem que o Sebrae dispõe do conhecimento para os que pensam em empreender.

Ao atingir o Japão, um dos reflexos da crise internacional percebidos no Brasil foi o aumento da demanda nos atendimentos do Programa Dekassegui Empreendedor, desenvolvido pelo Sebrae, BID/Fomin e Associação Brasileira de Dekasseguis (ABD). O programa foi criado para apoiar os jovens brasileiros que viajam ao Japão para trabalhar e, quando regressam, decidem montar sua empresa. O programa existe no Pará, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

Nos dias 15, 16 e 17 de abril, o Sebrae participará da feira ExpoBusiness, na cidade de Nagoya. O evento deve receber um público de cerca de 15 mil visitantes. O Sebrae promoverá duas palestras com o tema ‘Como Planejar sua Empresa no Brasil’ e realizará atendimentos. “Vamos reforçar a nossa posição de suporte ao dekassegui para que ele monte a sua empresa de forma estruturada e com o planejamento necessário”, explica Silmar Rodrigues, coordenador nacional do programa.

Em São Paulo, estado com maior comunidade nipo-brasileira, o Sebrae/SP estima para este ano um aumento entre 30% a 40% no atendimento por conta da recessão japonesa. Curiosamente, os com menos tempo de Japão são os que efetivamente pensam em abrir sua empresa no Brasil. “Trata-se daqueles que viajaram para ficar poucos anos com o objetivo de economizar para montar um negócio”, conta Milton Fumio, coordenador do Dekassegui Empreendedor em São Paulo.

Milton diz que as pessoas com mais tempo (acima de sete anos no Japão) em geral formam o grupo dos que já pretendem se estabelecer no país oriental. Normalmente voltam ao Brasil porque ficaram com poucos recursos no Japão. “Eles querem um emprego para se manter no Brasil até que a situação lá fora melhore e eles possam ir embora outra vez”, diz Fumio.

Quando um dekassegui vai ao Sebrae/SP para procurar emprego, é encaminhado para entidades parceiras do programa, que pertencem à comunidade nipo-brasileira. Algumas possuem um banco com dados de candidatos a emprego e de empresas que oferecem vagas. Além de atuarem pela empregabilidade, essas organizações promovem capacitações e dão dicas para entrevistas de trabalho.

Nascer Bem

No Mato Grosso do Sul, como em São Paulo, há os que buscam o apoio do Sebrae para abrir uma empresa e aqueles que procuram oportunidade de trabalho. O Dekassegui Empreendedor no Estado registrou este ano crescimento de 60% nos atendimentos face ao cenário de crise econômica internacional.

Jorge Tadeu Veneza, coordenador do Dekassegui pelo Sebrae/MS, diz que em geral os dekasseguis chegam sem perspectivas. O primeiro passo para ajudá-los, conforme Veneza, é recomendar que eles busquem planejar o futuro negócio. “Para isso dispomos do programa ‘Nascer Bem’, para que as empresas surjam estruturadas”, explica.

Jorge informa uma série de ações desenvolvidas junto aos dekasseguis na área comportamental, o que inclui trabalhar a auto-estima desse público, muitas vezes afetada. Outra ferramenta são encontros empresariais, onde os dekasseguis assistem a palestras, fortalecem contatos e presenciam exposições de casos de sucesso nipo-brasileiros. “Esses casos mostram que é possível empreender”, ressalta Jorge Tadeu.

Quando o dekassegui procura o Sebrae/MS em busca de trabalho é encaminhado para órgãos da prefeitura de Campo Grande e do governo estadual especializados nesse tipo de atendimento.

Onde atuar

Daniel Berg, coordenador do Dekassegui Empreendedor no Pará, registra um aumento de cerca de 25% nos atendimentos por conta da crise no Japão. Lá, a maioria dos que procuram o Sebrae/PA pretendem montar um negócio. O problema, segundo Berg, é que grande parte dessas pessoas não sabe exatamente em que área atuar. “A pergunta básica que nos fazem é ‘o que vou fazer?”, relata Daniel.

O coordenador conta que os dekasseguis com este perfil viajaram para o Japão sem um plano de negócios e decidiram voltar ao Brasil para empreender por causa da crise. Berg diz que primeiro acontece todo um trabalho de sensibilização junto a essas pessoas, para que elas tenham noção do que significa virar empresário e digam com que negócio sentem afinidade. “Montar uma empresa exige uma cota de sacrifício físico, psicológico e financeiro. O dekassegui precisa saber disso antes de empreender, pois corre o risco de perder todas as suas economias”, afirma Berg.

Oportunidade

No Paraná, o Programa Dekassegui Empreendedor registrou crescimento na demanda em torno de 30% este ano, formada essencialmente de empreendedores. “Boa parte dessas pessoas viajaram para o Japão já com a idéia de regressar e se tornar empresários. A crise econômica antecipou a volta”, constata Marcos Aurélio Gonçalves, analista do Sebrae/PR.

Marcos Aurélio irá ministrar as palestras em Nagoya para o público dekassegui na ExpoBusiness. A crise econômica, obviamente, não deve ficar de fora da pauta. “Eles precisam estar atentos ao fato de que crises também geram oportunidades e que podem, neste momento difícil, ter uma boa idéia e voltar ao Brasil para criar um negócio”, afirma.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Crédito sem gestão empresarial pode quebrar pequena empresa

Para especialista do Sebrae e instituições financeiras, a falta de crédito não é o único problema enfrentado pelo pequeno empresário, mas parte do problema

Empréstimo nem sempre representa solução para os problemas do empreendedor. Em muitos casos, o gargalo está em como o empresário conduz, no dia-a-dia, o seu empreendimento, ou seja, na gestão empresarial. Uma má administração pode representar equívocos nas decisões empresariais de investimento, descontrole financeiro, falhas no gerenciamento do fluxo de caixa, entre outros. Esses fatores acabam impactando no uso indevido do capital de giro do negócio, podendo levar a empresa à falência.

As informações citadas acima podem ser constatadas na pesquisa ‘Taxa de Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas 2007’, feita pelo Sebrae. O estudo mostra, que as principais causas que levaram 22% dos empresários entevistados a fechar suas portas com menos de dois anos de funcionamento concentram-se em falhas gerenciais, destacando-se: falta de conhecimento gerencial e desconhecimento do mercado, seguida de Causas Econômicas Conjunturais (68%).

Para o técnico na área de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae João Silvério, a falta de crédito não é de fato o único problema enfrentado pelo pequeno empresário e, sim, parte do problema. “Se as finanças da empresa estão em dia, o crédito virá como solução. Mas caso as contas da empresa estejam atrasadas, o crédito pode representar a gota d’água para quebrar a empresa”, alerta. Ainda segundo ele, uma boa gestão empresarial torna desnecessário o acesso a recursos de terceiros, a não ser que o empresário esteja com as contas em dia e queira expandir seu empreendimento.

O gerente-executivo do Banco do Nordeste, Kenedy Montenegro, explica que em alguns casos é notório o despreparo e a crença, por parte do empresário, que o financiamento que está pleiteando é a solução de todos os seus problemas. “O que o empresário não percebe é que a solução está na forma como ele administra sua empresa”, disse. Atento a esse comportamento, o banco buscou apoio no Sebrae/CE para que fosse criado um curso específico de orientação ao acesso ao crédito. “A idéia foi aliar capacitação e crédito”, explica o gerente.

A parceria das duas instituições resultou na criação do Programa 'Meta', metodologia de consultoria gerencial e acompanhamento pós-crédito para micro e pequena empresa. A capacitação envolve conteúdos teóricos e práticos repassados gradualmente, além de apoio creditício, tanto para as ações de consultoria quanto para as ações relacionadas com as atividades produtivas do empreendimento. “Trabalhamos para incentivar o empresário a buscar orientação e conhecimento. Nosso objetivo é minimizar os riscos para o banco e elevar a possibilidade de êxito das empresas”, afirma Kenedy.

Para o superintendente nacional de Micro e Pequena Empresa da Caixa, Zaqueu Soares Ribeiro, o plano de negócios disponibilizado pela Caixa para as micro e pequenas empresas, que deve ser apresentado no caso de operações de investimento, é um dos mais simplificados do mercado. “Um dos problemas observados em relação a esse segmento de empresa é apresentação de documentos necessários, assimetria de informações”, afirma.

A restrição cadastral ainda é o principal motivo de recusa de crédito pela Caixa Econômica. “Um dos principais objetivos do Convênio de Cooperação Técnica assinado entre Sebrae e Caixa é justamente apoiar os empresários de micro e pequenas empresas, com oferta de crédito e capacitação. As superintendências regionais da Caixa e as unidades estaduais do Sebrae já vem desenvolvendo ações de forma a atender as necessidades dessas empresas”, disse Zaqueu Soares. Em 2008, 57% do crédito concedido pela Caixa para pessoa jurídica foi para micro e pequena empresa.

Ao perceber que o empresário está desinformado, as agências do Banco do Brasil tem também como orientação estratégica encaminhá-lo aos balcões de negócios do Sistema Sebrae. “Nosso objetivo é buscar esclarecer o empresário quanto às suas principais dúvidas referentes ao crédito bancário, oportunidades de mercado, garantias, capacitação, associativismo”, afirma o gerente-executivo da diretoria de Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Kedson Macedo.

De acordo com o gerente, estando em dia com a documentação da empresa, o empreendedor consegue solicitar crédito em até 48 horas pelo site do Banco do Brasil. A documentação mínima exigida é o CNPJ, contrato social e balanço recente. Os principais motivos de recusa do Banco do Brasil aos pedidos de crédito é a inscrição do empresário no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos do Banco Central do Brasil (CCF). Em dezembro de 2008, o saldo total de operações do banco com o segmento de micro e pequena empresa atingiu R$ 34,9 bilhões, sendo R$ 25,5 bilhões em capital de giro.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Projeto vai capacitar jovens cooperativistas

Fonte: Agência Sebrae

Ação do Sebrae e do Sescoop vai capacitar os participantes para transformação e melhoria dos empreendimentos coletivos

Mil jovens brasileiros ligados a cooperativas serão capacitados pelo Programa de Formação de Jovens Lideranças Cooperativistas. Esta ação, que terá início em maio, integra o projeto Gestão de Empreendimentos Cooperativos (Gescoop), parceria entre o Sebrae e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).

O Programa de Formação de Jovens Lideranças Cooperativistas tem como objetivo fomentar estratégias de gestão de cooperativas e viabilizar alternativas de sucessão dentro desse tipo de empreendimento.

A iniciativa já era realizada pelo Sescoop e ganhará expansão até 2010 com a participação do Sebrae para realização do programa em 10 estados. A metodologia foi desenvolvida pela Unidade de Capacitação Empresarial, em parceria com as Unidades de Agronegócios e de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional.

Segundo Michelle Carsten, coordenadora do projeto pelo Sebrae, o programa vai ao encontro do perfil do seu público-alvo. “A finalidade é capacitar e motivar os jovens para um negócio cooperativo, permitindo a sua participação efetiva como líder na transformação e na melhoria dos empreendimentos coletivos, o que, consequentemente, traz benefícios à comunidade”. Para Michelle, essa nova geração de jovens, em grupo, é capaz de realizar importantes mudanças sociais.

Quem participar do Programa terá acesso aos conteúdos ‘Doutrina e Filosofia do Cooperativismo’, ‘Organização’, ‘Gestão de Pessoas’ e ‘Gestão de Processos e Projetos’. “Esses conhecimentos pretendem despertar nos alunos o interesse pelo negócio cooperativo e capacitá-los para a gestão competitiva”, observa Carsten.

Para se ter acesso ao Jovens Lideranças há os seguintes pré-requisitos: ter idade entre 16 e 24 anos, cursar ou ter cursado o Ensino Médio e ser vinculado a alguma cooperativa.

Além do Jovem Liderança, Sebrae e Sescoop desenvolvem dentro do Gescoop uma solução para gestão de cooperativas iniciantes e de pequeno porte. A meta é capacitar 200 cooperados de 40 cooperativas em cinco estados até 2010.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Abrir o próprio negócio pode ser alternativa para desemprego

Fonte: Jornal Rudge Ramos

Conseguir um emprego formal com carteira assinada em tempos de crise não é fácil. A recessão econômica faz com que as empresam coloquem o pé no freio e pensem duas vezes antes de aumentar a folha de pagamento ou fazer novas contratações.

Por estas e outras razões, trabalhadores desempregados buscam uma alternativa para dar os primeiros passos com o objetivo de controlar as finanças e aumentar a renda: abrir o próprio negócio.

O casal Paulo Gonçalves, 47, e Ana Luiza Fernandes, 44, mora no bairro Santa Paula, em São Caetano, há doze anos. Ele trabalhava como gerente de transportes em uma empresa multinacional. Ela era professora. Os dois perderam o emprego e viram, juntos, uma saída: investiram o dinheiro recebido do fundo de garantia, conseguiram um empréstimo do banco e abriram uma padaria e um salão de beleza no mesmo bairro onde moram.

“A renda familiar diminuiu um pouco, é claro, mas a satisfação por poder ter o controle de um negócio próprio é muito grande. Com a minha idade, dificilmente conseguiria um novo emprego em empresas do meu ramo”, afirma o hoje padeiro Paulo Gonçalves.

Além da coragem para investir todo o dinheiro em um empreendimento, até certo ponto arriscado, o casal procurou se preparar para a nova função. “Fizemos cursos profissionalizantes na área e contamos com a ajuda de amigos para a divulgação desse novo negócio”, revela a dona do salão de beleza, Ana Luiza Fernandes.

Eles também contaram com a ajuda do Sebrae, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, para aprender a administrar o novo negócio.

Autônomo poderá pagar imposto como microempreendedor individual a partir de julho

Fonte: Agência Brasil

A Receita Federal regulamentou ontem (28) a figura do microempreendedor individual (MEI). Com a medida, a partir de 1º de julho, trabalhadores autônomos poderão sair da informalidade ao recolherem, de forma simplificada, contribuições para a Previdência Social e impostos para estados e municípios.

Aprovada em dezembro, a lei considera microempreendedor individual o profissional autônomo que recebe até R$ 36 mil por ano. Pelo texto final, a legislação só entrará em vigor em julho, mas precisava ser regulamentada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional, órgão que cuida do recolhimento simplificado de tributos e contribuições previdenciárias.

A resolução editada pelo comitê estabelece que as empresas individuais novas, com menos de um ano em funcionamento, só serão enquadradas no MEI se a receita for de até R$ 3 mil. Esse valor será multiplicado pelo número de meses entre a abertura do negócio e o final do exercício fiscal.

De acordo com a regulamentação, o empresário individual será desenquadrado do MEI caso fature mais que R$ 36 mil em um ano. A Receita, no entanto, decidiu tornar esse processo mais brando.

Para quem receber até R$ 43,2 mil, o microempreendedor só passará a recolher pelas regras do Simples Nacional a partir do ano seguinte. Caso a receita bruta ultrapasse esse valor, o empresário terá de recolher todos os tributos relativos ao Simples Nacional desde o ano anterior, com acréscimos legais.

O profissional autônomo que aderir ao MEI terá de recolher, todo mês, 11% do salário mínimo (R$ 51,15) para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além disso, o empresário individual terá de pagar mais R$ 1 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos governos estaduais e R$ 5 de Imposto sobre Serviços (ISS) às prefeituras. O recolhimento desses tributos, no entanto, varia conforme o setor de atividade.

O trabalhador autônomo que atua no comércio ou na indústria pagará R$ 52,15 – referentes à cota do INSS e do ICMS. O prestador de serviços recolherá R$ 56,15 – soma da contribuição para a Previdência com o recolhimento do ISS. Para a atividade mista, que reunir comércio, indústria e prestação de serviços, o valor será de R$ 57,15, o que inclui os dois tributos e o pagamento para o INSS.

Ao recolher esses valores, o microempreendedor individual ganha direitos trabalhistas e previdenciários que não tinha como trabalhador autônomo. Passará a receber aposentadoria por idade, licença maternidade e auxílio-doença. O empresário está dispensado ainda de prestar contabilidade e poderá contratar um empregado.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Convênio pode facilitar acesso ao crédito


Fonte: Agência Sebrae

Empréstimos mais rápidos e simplificados são uma das metas do trabalho conjunto do Sebrae com a Associação Brasileira das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (ABSCM)

Os pequenos negócios precisam de crédito para crescer e investir em inovação, mas encontram dificuldades para ter acesso a financiamentos rápidos e desburocratizados. Para ampliar as possibilidades das micro e pequenas empresas, o Sebrae Nacional e a Associação Brasileira das Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (ABSCM) assinaram um convênio de cooperação geral na última segunda-feira (27), no Rio de Janeiro.

“O que observamos é que os pequenos negócios dobraram nos últimos 10 anos e são um mercado potencial. O papel do Sebrae é articular soluções para aproximar todas as entidades prestadoras de serviços financeiros dos micro e pequenos empresários”, afirma o gerente da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, Alexandre Guerra de Araújo.

O convênio prevê prestação de serviços de capacitação, assessoria técnica, divulgação de informações, mecanismos de consultoria, capacitação empresarial, entre outros. As ações serão realizadas em parceria com as unidades estaduais do Sebrae e instituições ligadas à ABSCM.

A associação possui hoje 45 associados e acredita que com a participação do Sebrae sua área de atuação pode crescer significativamente. “Ainda somos desconhecidos, e o Sebrae vai fazer a interligação da associação com o nosso público alvo. A credibilidade e a capilaridade da instituição vai ajudar a divulgar a nossa imagem”, explica o presidente da ABSCM, Jacy Diniz Nogueira Filho.

Os recursos virão do Programa Nacional Micro Produtivo Orientado (PNMP), do governo federal. O presidente da ABSCM explica que a meta do trabalho da associação é oferecer empréstimos menos burocratizados, mais ágeis e com uma taxa mais baixa, já que o custo operacional dos associados é menor. O atendimento personalizado é outro ponto que ele considera fundamental.

“É muito difícil que um micro empreendedor tenha coragem de ir a um banco pedir empréstimo. Ele fica intimidado não só com o nível de exigências, mas até com o ambiente formal. Daí, a importância de uma atuação local que conheça o histórico do empresário. Vamos aprimorar uma metodologia específica de trabalho. Nós é que vamos ao cliente”, argumenta.

Para o gerente do Sebrae, a construção de uma carteira de crédito com qualidade se torna vital para o crescimento dos pequenos negócios, já que um dos papéis da instituição é aproximar estes empresários das entidades prestadoras de serviços financeiros, articulando soluções que facilite o acesso ao financiamento com redução de custos.

Dados divulgados pelo Banco Central mostram que, em 2008, de quase R$ 700 bilhões de empréstimos feitos para pessoas jurídicas, R$ 116 bilhões foram de até R$ 100 mil, o que indica que devem ter sido feitos por micro e pequenas empresas. Considerando essa premissa, os pequenos negócios responderam por cerca de 17 % do total das operações de crédito.

“Este é um percentual pequeno, mas a expectativa para este ano é que haja aumento das operações de crédito, apesar da crise. E mesmo os grandes bancos estão interessados na construção de plataformas adequadas de atendimento, o que mostra o potencial deste segmento”, afirma Alexandre Guerra.

Microempreendedor individual poderá se formalizar em 30 minutos, diz Previdência

Fonte: Globo.com

Medida vale para doceiros, cabeleireiros e manicures, entre outros. Cálculos indicam mais de 10 milhões de trabalhadores na informalidade.

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, afirmou nesta sexta-feira (24), que a formalização do microempreendedor individual deverá ser feita em 30 minutos, a exemplo do que já acontece com a concessão de aposentadoria por idade, tempo de contribuição e salário-maternidade.

Ele informou que a Previdência Social, junto com os parceiros do projeto, está preparando o sistema para permitir essa inclusão já a partir de 1º de julho, quando entra em vigor a Lei Complementar 128/08, que criou o Microempreendedor Individual (MEI).

O MEI permitirá que trabalhadores informais, como doceiros, borracheiros, camelôs, manicures, cabeleireiros e eletricistas, entre outros, se formalizem com isenção de impostos federais e com o pagamento de contribuição à Previdência Social.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), citados anteriormente por Pimentel, há mais de 10 milhões de microempreendedores individuais na informalidade. Para se formalizar como microempreendedor individual, o trabalhador tem de ganhar até R$ 36 mil por ano. Para isso, terá de pagar 11% do salário mínimo ao INSS.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Empreendedores serão fundamentais para superar crise, revela pesquisa

Fonte: Agência Brasil

A taxa de empreendedorismo entre os brasileiros é de 12%, a terceira mais alta entre os países que participam do G20 (grupo dos países em desenvolvimento), conforme revelou pesquisa a Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgada hoje (17). A pesquisa é desenvolvida em mais de 60 países e tem o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) entre seus parceiros há nove anos.

Segundo o economista Marcelo Neri, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), a capacidade empreendedora do brasileiro será um elemento central para superar os efeitos da crise financeira internacional no país. "O brasileiro se acostumou com o fato de comer três vezes ao dia e não vai baixar o padrão de vida por conta de uma crise. Tudo leva a crer que as pessoas vão à luta para continuar consumindo", afirmou.

Para Neri, o Brasil está em posição privilegiada, porque já está acostumado com crise e sabe lidar com adversidades. "Nós vivemos de crise em crise e aprendemos a sair bem de situações difíceis. Somos como o Ayrton Senna [tricampeão mundial de automobilismo, morto em 1994]: corremos melhor na chuva."

Neri vê o empreendedorismo dos brasileiros como um colchão "que tem tudo para virar um trampolim". "Ainda são necessárias políticas sociais para pequenos empreendedores, como conceder crédito e educação, que é o passaporte para os novos mercados". Segundo o professor, o consumo de uma família de empreendedores cresce 28% depois da tomada do primeiro empréstimo. "O lucro aumenta em 35%", disse ele.

De acordo com a pesquisa GEM, 80% dos empreendedores são capazes de gerar renda e emprego; 8% dos 12% de novos negócios surgem por oportunidade e 4%, por necessidade. Os números revelam ainda que 65% consideram que têm muita concorrência. "A partir daí sentimos que nosso maior desafio é estimular as pessoas a criar negócios inéditos", destacou o presidente do Sebrae, Paulo Okamoto.

A pesquisa mostrou ainda que 85% dos novos empreendedores não têm expectativas de exportação e 38% têm uma visão pessimista do negócio que estão iniciando. Apesar de não avaliar o nível de mortalidade das empresas, Okamoto ressaltou que 76% das empresas completam dois anos de vida. "O principal agora é capacitar esses empreendedores e a qualidade dos empreendimentos."

Entenda

A ADEMP foi fundada em 2008 com o intuito de apoiar o Empreendedorismo através de ações focadas no treinamento e capacitação dos empreendedores da região do Grande ABCD.

ADEMP - Associação de Desenvolvimento Empreendedor

Rua Três Mosqueteiros, 16 - sala 8
Rudge Ramos - São Bernardo do Campo / SP CEP 09619-160

Blog
ademp-empreendedor.blogspot.com
E-mail
atendimento@mauromiaguti.com.br

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