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terça-feira, 26 de maio de 2009

Ex-dekassegui oferece serviço de limpeza com diferenciais

Fonte: Agência Sebrae

Álvaro Oshiro é um ex-dekassegui. Em 1990, viajou ao Japão para trabalhar na indústria. Atuou em vários setores como de automóveis e de telefonia celular e economizou dinheiro para um dia voltar e investir em sua terra natal. “Aprendi muito no Japão, principalmente sobre os sistemas organizacionais das empresas daquele país”, relata.

Depois de 14 anos no País do Sol Nascente, Oshiro resolveu regressar ao Brasil. Instalou-se em Campo Grande e criou a Maruzen, empresa que presta serviços de limpeza, segundo ele, com diferenciais que atendem às peculiaridades do cliente. O caso de Álvaro Oshiro faz parte do Faça Diferente, série de programas de rádio que o Sebrae produz para emissoras do Brasil inteiro sobre o tema inovação. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira e é transmitido por 850 emissoras. Nesta terça (26), será transmitida a experiência de sucesso do criador da Maruzen.

Álvaro conta que, ao contrário de muitos concorrentes, a Maruzen buscou a modernização na prestação de serviços de limpeza. “Muitos atendem empresas da mesma forma que uma residência”, critica. “Nós utilizamos diversas soluções em equipamentos e produtos, com enfoque nas características de cada cliente. Se o piso dele tem cerâmica ou carpete exigirá soluções específicas”, explica.

Segundo Oshiro sua empresa inova ao prestar um atendimento com diferenciais. Na opinião do empresário, “o mercado muda com extrema velocidade e os clientes se tornam cada vez mais exigentes”.

O proprietário da Maruzen acredita que, além de inovar, capacitar-se representa um aspecto fundamental para quem deseja manter um negócio. Ele revela que investe bastante na formação de seus funcionários.

No que se refere à capacitação, Álvaro Oshiro cita o Sebrae como importante referência. Ele freqüentou diversos cursos e palestras da Instituição, como o ‘Nascer Bem’ e o seminário Empretec, que trabalha os comportamentos empreendedores. “Quem utiliza todos os comportamentos de que o Empretec nos fala se prepara bem para o mercado”, afirma.

Metodologia desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Empretec é realizado no Brasil desde 1993 pelo Sebrae. O seminário enfoca características empreendedoras como a capacidade de tomar decisões sob pressão e de correr riscos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Dekasseguis têm dificuldades de readaptção em seu retorno ao Brasil

Fonte: Agência USP

Para os dekasseguis que vão para Japão na esperança de melhorar suas condições de vida no Brasil, o retorno pode não ser tão fácil. “Há uma série de conflitos, principalmente em relação à sua própria identidade”, descreve a psicóloga Laura Satoe Ueno. Em sua dissertação de mestrado, defendida no Instituto de Psicologia (IP) da USP, ela descreve as experiências de 11 dekasseguis que retornaram ao País e participaram de um workshop do Serviço de Orientação Intercultural do IP, da qual Laura faz parte.

O tempo médio de permanência dos participantes no Japão foi de sete anos. Nos extremos do grupo, um deles permaneceu por um ano, enquanto outro viveu lá durante 15 anos. Todos eram adultos e alguns deles consideravam a possibilidade de retorno ao Oriente, embora essa alternativa fosse carregada de conflitos. Laura realizou uma intervenção breve, no formato de um workshop, o que possibilitou grande participação de todas as pessoas. Entre as atividades, a troca de experiências, ilustrações relacionadas às culturas dos dois países produzidas pelos participantes e a exibição de um documentário sobre o tema. O workshop aconteceu no bairro paulistano da Liberdade, conhecido reduto da colônia oriental na cidade.

Laura conta que o Serviço de Orientação Intercultural do IP já prestava atendimento a outras pessoas nessas condições. “Esse tipo de atendimento dura em média 12 semanas, e o interessado passa pelo serviço uma vez por semana”, conta. No workshop, Laura pôde apresentar aos dekasseguis alguns conceitos teóricos da psicologia. “Eles puderam entender teoricamente o que estava acontecendo com eles. Assim, conseguiram modificar suas representações simbólicas em relação ao que estava lhes acontecendo”, ressalta. Além disso, as outras atividades possibilitaram maior interação entre a psicóloga e os participantes. Formou-se um “grupo de apoio social”.

Decisão repentina
A psicóloga relata que as pessoas têm maior consciência de que é necessário preparar-se para a ida. Mas isso nem sempre ocorre. “Em alguns casos, a decisão chega a ser repentina. Por isso, ao retornarem não há nem mesmo a percepção da mudança implicada no processo”, conta Laura. “Um dos aspectos mais observados foi a decepção destas pessoas em relação a situação política, econômica e social em seu retorno”, destaca. “O workshop foi realizado no ano de 2007 e eles vinham de um país estabilizado, onde os sistemas de serviço público é muito organizado e satisfatório”, lembra. Ao retornarem ao Brasil viviam uma realidade com a qual já não estavam mais acostumados.

Laura conta que muitas destas pessoas estavam desorientadas principalmente em relação à readaptação familiar. Além do mais, segundo ela, não é comum entre famílias de orientais ou descendentes a busca por atendimentos psicológicos. “Nessas culturas, apenas o adoecimento físico é algo permissível. A perda de equilíbrio mental é compreendida como falta de autocontrole, algo que envolve força de vontade da própria pessoa. O adoecimento associado aos distúrbios mentais e desvios de comportamento são problemas que devem permanecer reservados ao âmbito privado da família, sem interferência externa”, explica.

Segundo a pesquisadora, outro fator complicador para os que retornam é o sentimento que há na própria comunidade em relação a eles. “Em alguns casos, as pessoas das comunidades orientais, principalmente as mais tradicionais, não os vê como vencedores. Basta que não consigam o sucesso desejado para serem vistos como fracassados, perdedores. Esse sentimento acaba dificultando ainda mais a readaptação dos dekasseguis no Brasil”, afirma. “Além do mais, nestas comunidades, estas questões sequer são discutidas, mas o sentimento ocorre”, garante Laura.

Outro fator que também dificulta a readaptação são os filhos dos dekasseguis. Muitos nasceram no Japão e estão plenamente acostumados com a cultura de lá. Isso irá refletir no ambiente familiar. “O estudo mostra também o conflito em relação à cultura dos dois países. “Há o conflito entre ser japonês ou brasileiro mesmo antes de a pessoa deixar o Brasil e isso chega a ser algo comum entre os nipo-descendentes que convivem com as duas culturas”, descreve. O estudo Migrantes em trânsito entre Brasil e Japão: uma intervenção psicossocial no retorno, foi orientado pelo professor Geraldo José de Paiva, do Departamento de Psicologia Social do IP da USP.

Significado: Dekassegui

Fonte: Wikipédia

O verbete dekassegui (出稼ぎ) é formado pela união dos verbetes na língua japonesa 出る (deru, sair) e 稼ぐ (kasegu, para trabalhar, ganhar dinheiro trabalhando), tendo como significado literário “trabalhando distante de casa” e designando qualquer pessoa que deixa sua terra natal para trabalhar temporariamente em outra região ou país.

Assim são igualmente denominados os nipo-brasileiros, nipo-peruanos, nipo-argentinos e todos que emigram para o Japão, tenham ou não ascendência japonesa.

Os japoneses de Hokkaido que migram para os grandes centros a trabalho - como Tóquio e Osaka - também são chamados de dekasseguis.

A partir do fim dos anos 80, ocorreu uma inversão do fluxo migratório entre o Brasil e o Japão. Os brasileiros descendentes ou cônjuges de japoneses passaram a imigrar para o Japão à procura de melhores oportunidades de trabalho. Sugiu então a comunidade dos dekasseguis brasileiros no Japão.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Evento gratuito | Dekassegui | O Retorno ao Brasil

(clique para ampliar)
A ADEMP convida a todos para o evento que será realizado no dia 26 de maio de 2009 às 18:00 no CIESP de São Bernardo do Campo, sito na Av. Imperatriz Leopoldina, 230 - Bairro Nova Petrópolis com o tem Dekassegui - O retorno ao Brasil que contará com as palestras

- O Empreendedorismo como alternativa para o Dekassegui, ministrado por Mauro Miaguti do CIESP - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

- A Atual situação dos Dekasseguis e Empregos no Japão e no Brasil, ministrado por Masato Ninomiya do CIATE - Centro de Informação e Apoio ao trabalhador no Exterior

- Projeto Dekassegui Empreendedor, ministrado por Milton Fumio do SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa

Os interessados devem confirmar sua presença pelo e-mail atendimento@mauromiaguti.com.br

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dekassegui Empreendedor

Reportagem veiculada no SBT Notícias do dia 19/06/2008 apresenta o apoio do SEBRAE-SP aos empreendedores dekasseguis, por meio do Programa Dekassegui Empreendedor.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Especial Dekassegui | A busca por emprego no retorno ao Brasil

Segundo consultora Aline Takushi, procura não é fácil, mas é preciso “mudar conceitos”

Fonte: Nippo Jornal

Montar um negócio ou comprar um imóvel é o sonho da maioria dos brasileiros que vão ao Japão a trabalho. Mas, com o sonho abortado pela perda do emprego, fruto de uma crise que assola o arquipélago, só há uma saída: retornar ao país de origem e procurar um novo trabalho. Mesmo para quem volta com uma quantia significativa de recursos, mas ainda não sabe o que e nem como investir, um emprego pode ajudar a não deixar o dinheiro conquistado de forma tão suada desaparecer.

A procura e a readaptação ao mercado brasileiro pode não ser fácil, mas é preciso “mudar conceitos”, como diz a especialista em recursos humanos, Aline Takushi. Ela é diretora-executiva da Ricardo Xavier RH e dá dicas preciosas de como se inserir novamente no mercado de trabalho.

O primeiro passo pode ser dado antes mesmo de pôr os pés de volta na terra natal. O recomendado é que, do Japão, a pessoa informe parentes e amigos sobre seu retorno, para que eles fiquem atentos caso surja alguma oportunidade de emprego. Ao chegar, buscar especialização é o melhor caminho, mas isso leva um certo tempo e, enquanto se qualifica para uma boa vaga, o ideal é ir à procura de um emprego adequando ao atual perfil.

E um dos primeiros obstáculos a ser superado, nesse caso, é aceitar a realidade salarial do Brasil. Entre ganhar nada e pouco, opte pelo segundo. “O dekassegui tem boa remuneração no Japão trabalhando em fábricas, mas, no Brasil, ele não aceita esse tipo de trabalho porque o salário é muito menor”, comenta Aline. “Tem que ter humildade para aceitar qualquer tipo de trabalho até conseguir se adaptar ao mercado do Brasil.”

Para quem não terminou o ensino médio e não pode perder tempo, há a opção de cursos supletivos que reduzem pela metade a duração do estudo. Para quem já o concluiu, uma boa dica é procurar por cursos técnicos que qualificam para áreas que carecem de profissionais no País (veja quadro de cargos mais procurados). “O que se percebe nas pesquisas feitas pela Ricardo Xavier é que o profissional técnico, em certos casos, tem remuneração como o de nível superior”, revela Aline. O trabalhador pode atuar na área técnica enquanto tenta entrar e concluir uma faculdade.

O que também não se pode esquecer é de montar um currículo e fazê-lo chegar às mãos do empregador. Existem diversos sites na internet que cadastram currículos gratuitamente e dão dicas de como elaborar um e como portar-se durante uma entrevista de emprego. Algumas empresas tem um espaço no próprio endereço virtual para o cadastramento. Levar o currículo pessoalmente é a saída para quem não tiver acesso à internet.

Entenda

A ADEMP foi fundada em 2008 com o intuito de apoiar o Empreendedorismo através de ações focadas no treinamento e capacitação dos empreendedores da região do Grande ABCD.

ADEMP - Associação de Desenvolvimento Empreendedor

Rua Três Mosqueteiros, 16 - sala 8
Rudge Ramos - São Bernardo do Campo / SP CEP 09619-160

Blog
ademp-empreendedor.blogspot.com
E-mail
atendimento@mauromiaguti.com.br

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